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Polícia ouve traficante para desvendar caso de sequestro e morte

Duas hipóteses são investigadas na morte do suposto empresário Marcelino Santos: a primeira estuda a possibilidade de João Branco ser o mandante do crime. A segunda supõe que ele também seria alvo do sequestro 30/08/2012 às 15:28
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João Branco deveria prestar depoimento sobre o seu envolvimento na morte de Marcelino Encarnação, ocorrida neste mês
JOELMA MUNIZ e THIAGO MONTEIRO Manaus

João Pinto Carioca, conhecido como "João Branco", presidiário do regime semiaberto e traficante de drogas em Manaus, prestou depoimento na manhã desta quinta-feira (30) na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), para fornecer mais informações à polícia sobre a morte do suposto empresário, Marcelino Encarnação dos Santos, 32, que foi sequestrado no dia 15 deste mês na saída do estacionamento do Terminal 2 do aeroporto internacional Eduardo Gomes, o Eduardinho, localizado no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

O traficante estava dentro do carro de Marcelino Santos no momento do sequestro, e teria conseguido pular do veículo fugindo para dentro de um matagal, enquanto os sequestradores seguiram em direção à Avenida do Turismo, levando a vítima como refém.

O corpo de Marcelino foi encontrado no dia 16, por populares. Ele estava jogado na rua Marapatá, Distrito Industrial 2, Zona Leste de Manaus. Os seqüestradores o deixaram com as mãos amarradas para trás, 11 perfurações de tiros pelo corpo, quatro deles disparados na cabeça e sete em suas costas. Os tiros foram de pistola.

De acordo com a polícia, duas hipóteses são investigadas: a primeira estuda a possibilidade de "João Branco" ser o mandante do crime. O encontro com Marcelino seria, então, uma emboscada. A segunda tese pressupõe que João Branco também seria alvo do sequestro.

João Branco seria um dos traficantes marcados para morrer, assim como Alan Costa Rodrigues, o “Guga”, morto com oito tiros, na madrugada de 30 de abril, no estacionamento do Diamond, na Avenida do Turismo, bairro Tarumã, Zona Oeste. O crime foi praticado por três homens que ocupavam um carro de cor preta e abordaram a vítima quando saía de um show.

Alejandro Martinez Paulomeque, o colombiano que foi identificado primeiramente como empresário, mas que após investigações verificou tratar-se de uma peça importante do tráfico na cidade, foi morto no dia 05 de julho a tiros na Zona Norte da cidade, enquanto dirigia seu carro.

Jacob Jessé França Dias, o “Jacozinho” e Joelson Dias Franças, o “Jojoba”, foram assassinados com mais de 60 tiros, no Conjunto Jardim Versalles, na Zona Centro-Oeste. Os irmãos faziam parte de uma quadrilha desarticulada pela polícia conhecida como “Irmãos Metralha”, responsável por comandar a venda de drogas na comunidade Mundo Novo, na Zona Norte da cidade.

A morte mais recente foi a do traficante Glauciney Oliveira do Carmos, vulgo "Glau", chefe do tráfico de drogas no bairro São Jorge, Zona Oeste. “Glau” agia há anos sem ser incomodado pela polícia. Foi morto no dia 17 de julho, junto com a companheira, no estacionamento do Instituto da Mulher, no bairro Aleixo.

O conteúdo do depoimento prestado por João Branco não foi divulgado à imprensa.