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Polícia prende suspeito de matar homossexual nesta quarta-feira

A vítima, que era homossexual assumido, foi encontrada com marca de facada no peito, próximo ao coração. "Pulguinha" foi visto saíndo do local no mesmo dia 22/01/2014 às 14:40
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De acordo as filhas da vítima, Antonio era visto frequentemente com feridas e hematomas pelo corpo, provavelmente causadas por agressões cometidas por "Pulguinha"
Vinicius Leal Manaus, AM

"Não fui eu. Foram outras duas pessoas. Eu tentei salvá-lo", disse Vangler Paulo Cabral do Carmo, 26, o "Pulguinha", preso nesta quarta-feira (22), na rua Aladim, bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, suspeito de ter assassinado o próprio "amigo", Antonio Rodrigues, em julho de 2007. O mandado de prisão contra Vangler pelo homicídio estava expedido desde 2010 e foi renovado em 2013, mas só agora ele foi capturado e cumprirá a pena determinada pela Justiça.

O crime aconteceu quando "Pulguinha" tinha 20 anos. Segundo a policia, o homicídio ocorreu por volta das 5h do dia 22 de julho de 2007, na casa de Antonio, na rua Fortaleza, bairro Gilberto Mestrinho. A vítima, que era homossexual assumido, foi encontrada com marca de facada no peito, próximo ao coração. Vizinhos disseram à polícia terem visto Vangler sair correndo do local do crime com um objeto parecido com faca nas mãos, o que é negado por "Pulguinha".

De acordo as filhas da vítima, Antonio era visto frequentemente com feridas e hematomas pelo corpo, provavelmente causadas por agressões cometidas por "Pulguinha", que além de amizade teria um relacionamento amoroso com a vítima e por isso se desentendia com ele. Vangler nega ser homossexual e ter namorado com Antonio, mas afirma apenas que dormia de vez em quando na casa do amigo.

"As filhas observavam que o pai sempre estava com hematomas. Elas disseram que o Vangler que batia e que os dois namoravam. Mas ele (Vangler) sempre inventava desculpas", disse o delegado Pablo Giovanni, titular do 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

"Pulguinha" será interrogado por investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e o depoimento dele será incluído no inquérito sobre o homicídio de Antonio.

"Ele era tipo um pai pra mim. Eu trabalhava pra ele em troca de alimentos, e no dia (do crime) eu estava lá bebendo. Quem matou foram duas pessoas que já mataram, o 'Santinho' e o 'Ricardinho'. O Antonio não queria vender bebida pra eles (no bar dele) e fizeram isso", se defendeu "Pulguinha", que após procedimentos na DEHS será encaminhado para Cadeia Publica Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro da cidade.