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Manaus
GOLPE DESCOBERTO

Grupo de estelionatários é alvo de operação da PC; pacientes em UTIs eram vítimas

Os criminosos se passam por médicos e ligam para familiares, exigindo depósito bancário para realização de exames 23/11/2017 às 05:27 - Atualizado em 23/11/2017 às 07:54
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Foto: Divulgação
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Policiais civis do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP), de Manaus, vão dar cumprimento na manhã desta quinta-feira (23) a oito mandados de prisão temporária e três de condução coercitiva durante operação “Jaleco Preto”, que tem como objetivo desarticular uma quadrilha organizada de estelionatários que aplicaram golpes em, ao menos, seis estados brasileiros. O prejuízo é de, aproximadamente, R$ 200 mil.

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De acordo com uma fonte da Polícia Civil, os mandados foram cumpridos na cidade de Rondonópolis, em Mato Grosso, com base em uma investigação que durou cerca de dois meses. A quadrilha possui como alvos pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de hospitais particulares. Os criminosos se passam por médicos e ligam para familiares, exigindo depósito bancário para realização de exames.

Os estelionatários alegam para os familiares que o paciente internado precisa de um exame específico e exigem o pagamento do mesmo por meio de depósito bancário. Após o pagamento e saque por conta dos golpistas, a vítima ainda é avisada que caiu em um golpe e os criminosos ainda fazem deboche. Em Manaus, há ao menos dez vítimas da quadrilha, incluindo jornalistas renomados e apresentadores de telejornalismo.

Ainda segundo a fonte policial, o bando também aplicou golpes em São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiânia e Rio de Janeiro, enganando ao menos 100 vítimas, conforme a fonte. Entre as vítimas está também o preparador físico do time do São Paulo Futebol Clube, Celso Rezende. Em uma ligação gravada, o membro da quadrilha avisa sobre o golpe e ainda alega que está no Complexo do Alemão.

Conforme a fonte da polícia, os criminosos solicitavam valores entre R$ 1 mil e R$ 3,5 mil das vítimas. Eles alegavam que o paciente necessitava do exame e que, caso não fizesse, correria risco de morte. Os estelionatários conseguiam os dados das vítimas ligando para hospitais particulares e se passando também por médicos. Eles conversaram com funcionários e solicitavam os dados do cadastro.