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Policiais civis aprovam indicativo de greve

Segundo o presidente do Sinpol, a greve ocorrerá caso o Governo não atenda as reivindicações da categoria até o dia 9 de junho 01/06/2014 às 16:03
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Policiais civis se reuniram na sede do sindicato nesta manhã para discutir as reivindicações
Lucas Jardim Manaus (AM)

Por volta das 10h da manhã deste sábado (31), o Sindicatos dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol), em reunião feita em sua sede, aprovou o indicativo de greve dos policiais civis caso o Governo não atenda as reivindicações da categoria até o dia 9 de junho. "Vamos esperar até essa data e, se não entrarmos em um acordo, começaremos a greve em 72h em obediência ao prazo legal relativo às greves de prestadores de serviços essenciais", disse Márcio Maia, presidente do Sinpol.

A principal reivindicação dos policiais é a equiparação de salários dos cargos de investigador e escrivão com o cargo de perito. Além disso, eles querem a reforma da lei de promoções. "A nossa lei de promoções é de 1993. É uma lei arcaica, que dá margem pra muita arbitrariedade e que precisa ser mudada urgentemente", destacou Márcio. Também estão na pauta a realização de um novo concurso público para a classe e o reajuste do vale-alimentação de R$ 220, valor que é pago há oito anos, para R$ 565,30.

Segundo o presidente, o Governo chegou a se mostrar favorável às reivindicações, mas se manifestou contra a equiparação salarial entre os investigadores, escrivões e peritos, algo que a categoria não abre mão. "Eles alegam que não podem fazer isso por conta da legislação eleitoral, mas existe um julgado do Tribunal Superior Eleitoral que diz que a reformulação setorial não é captação ilícita de votos. Essa jurisprudência conclui que se o reajuste fosse generalizado para todo o funcionalismo público, aí sim a captação ilícita estaria caracterizada, mas não é isso que estamos pedindo", explicou ele.

Márcio está esperançoso de que os diálogos com o Governo tenham sucesso. "Sabemos que a greve não é boa para o Governo e muito menos para a população, então espero que consigamos resolver com conversa", concluiu.