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Policial é suspeito de incendiar casa de moradora por vingança em Manaus

Segundo testemunhas, o policial teria ido ao local para vingar a morte do irmão, que teria sido esfaqueado pelo filho mais velho de Adilene, Jhonatam Andrade, vulgo “Bolo 30/01/2012 às 20:01
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A casa de madeira teve perda total
Acritica.com Manaus

Moradores da rua Marcelo Santos, beco Rabim, bairro Zumbi II, Zona Leste de Manaus, viveram na madrugada do último domingo (29), um autêntico ambiente de guerra, que começou com tiros, passando por ameaças e terminando com o incêndio da casa da moradora Adilene Andrade, 40, realizado por um policial identificado como Hamilton Pereira.

Segundo os residentes do beco, o policial teria ido ao local para vingar a morte do irmão, que teria sido esfaqueado pelo filho mais velho de Adilene, Jhonatam Andrade, vulgo “Bolo”. “Ele chegou procurando o Jhonatam. Como não o encontrou, começou a dar tiros para o alto e em direção aos telhados das casas”, disse uma dona de casa, que preferiu não ter a identidade revelada. Os moradores contaram que no momento do tiroteio Adilene não estava em casa com o filho de 15 anos de idade e eles viveram momentos de pânico.

O irmão do policial seria Anilton Pereira de Almeida, 27, que, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), teria recebido oito facadas no tórax, uma no abdome e uma no dorso. A vítima teria sido socorrida no Pronto Socorro Doutor João Lúcio, onde faleceu. Informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) atribuem o crime a um homem conhecido como “bolo” e a outros dois suspeitos, conhecidos como “Fofucho” e “Kened”, que teriam esfaqueado um rapaz, na rua Nestor Paz, Zumbi II.

Ameaças e incêndio

Por volta das 2h da madrugada, contaram os vizinhos, o policial voltou ao beco com três colegas, entre eles uma mulher. “Na segunda vez, ele encontrou a Adilene e começou a ameaçá-la para saber onde estava o Johonatam. A mulher que estava com ele dizia que não ia acontecer nada com ela, nem com o filho mais novo”, disse uma moradora sem revelar a identidade. Ainda conforme os moradores, o policial estava descontrolado, porque estaria sabendo da morte do irmão.

Aproximadamente duas horas depois, disseram os residentes do beco Rabim, o policial voltou ao local, de forma escondida e pelos fundos da casa de Adilene. “Ai ele começou a jogar um líquido nas paredes da casa e tocou fogo”, disseram os moradores. Ainda segundo eles, o incêndio deu início a uma situação de terror no local. “As crianças choravam, devido ao cheiro forte da fumaça e nós corríamos agoniadas para ligar para os bombeiros. Então, começamos a tirar água de uma caixa d´água e do igarapé para apagar o fogo”, contaram. Conforme testemunhas do ocorrido o fogo atingiu uma altura de cinco metros.

De acordo com os vizinhos, Adilene e o filho de 15 anos não estavam na casa, mas uma cadela com sete filhotes morreram. Eles disseram também, que uma senhora de 56 anos e crianças passaram mal por inalarem fumaça, e parte de algumas casas vizinhas foram afetadas.

Investigação e pena

A Corregedoria Geral de Sistema de Segurança Pública (CGSSP) informou por telefone, que uma diligência policial esteve no local e o fato está sendo investigado.

De acordo com o advogado Félix Valois, esse tipo de crime figura no art. 250 do Código Penal. “Conforme os relatos dos moradores, trata-se de um incêndio propositadamente, cuja pena é reclusão de três a seis anos e multa fixada pelo juiz”, disse. Ainda segundo ele, com a morte da proprietária a pena seria maior.