Publicidade
Manaus
Manaus

Polo de duas rodas do PIM deve receber ‘socorro’ até setembro

Ministério da Fazenda prometeu para este mês ajuda para tirar os fabricantes de motocicletas da situação difícil que vivem 22/08/2012 às 08:42
Show 1
Setor de duas rodas padece com alguns problemas estruturais, entres eles a falta de crédito para o consumidor final
CINTHIA GUIMARÃES Manaus

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, disse nessa terça-feira (21) que até  setembro o Ministério da Fazenda deve anunciar as medidas de apoio ao setor de duas rodas, considerado por ele “o maior carro chefe do polo industrial”.

Antônio Silva vez essa declaração durante a sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) em homenagem aos 52 anos da Fieam, advertindo que na reunião dos empresários brasileiros com a presidente Dilma Rousseff no mês passado foram apontados os entraves ao desenvolvimento da economia amazonense.

“Lá, colocamos todas as dificuldades que temos como em relação à BR 319 (Manaus-Porto Velho e de política ambientalista para o nosso Estado; a construção do Porto das Lajes; o caso do aeroporto internacional Eduardo Gomes que está se ampliando, mas não está se pensando em uma pista alternativa”, disse Silva.

O superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, destacou o senso de urgência das medidas que deverão ser adotadas pelo Governo Federal.

Faturamento

No mesmo evento, Thomaz Nogueira, afirmou ontem que o Polo Industrial de Manaus (PIM) deve fechar o ano com faturamento na casa dos R$ 62 bilhões, 10% menor que os R$ 68,9 bilhões arrecadados em 2011. Nogueira atenuou o assunto, apesar do volume de demissões deste ano e do tímido crescimento na produção. Para ele, “este é um ano de ajustes”.

“Vamos crescer em produção física, muito discretamente por conta do recuo no polo de duas rodas; vamos crescer no setor de eletroeletrônico, um crescimento de 20% em televisão; e vamos crescer em produção física, muito discretamente no valor por conta dos aspectos pontuais. Vivemos no início do ano os problemas com a cadeia de ar-condicionado, com ciclomotores. Esse ano é um ano de ajuste”, pontuou.

Otimista, Nogueira acredita que há como recuperar os 14 mil empregos perdidos ao longo deste ano, uma vez que o problema enfrentado pelo PIM está relacionado à cadeia de duas rodas. Este ano, a restrição dos bancos em financiar motocicletas inibiu o consumo no País, fazendo com que as fábricas do setor redimensionassem sua produção.

Para o superintendente, a questão do polo de duas rodas é conjuntural. “Nós vamos vencer isso. O polo de duas rodas voltará a ter crescimento expressivo, e os outros estão crescendo. É que ele é muito grande e muito representativo. É o polo mais diversificado, mais verticalizado, isso é importante pra nós. Não significa que tenhamos um problema sistêmico na ZFM. Nós temos um problema no acesso ao financiamento de motocicletas”, explicou.

O polo de duas rodas representa 21,76% do faturamento geral do PIM, segundo os indicadores da Suframa de junho.

Pesquisa CNI

A indústria cresceu pouco em julho e continuou acumulando estoques, segundo a sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nessa terça.