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Ponta Negra 'não serve' como balneário, diz chefe do CPRM

Marco Antônio Oliveira passou pela experiência de banhistas, ingeriu seis latinhas de cerveja e mergulhou em área aterrada na Ponta Negra antes da divulgação de laudo: "Recomendamos a não utilização da área aterrada. O importante é garantir a vida", disse Oliveira 21/11/2012 às 17:37
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Praia da Ponta Negra atrai população em domingo quente
Elaíze Farias ---

O superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio Oliveira, disse que a área aterrada da praia da Ponta Negra não serve como balneário para a população. Laudo do CPRM divulgado nesta quarta-feira (21) à imprensa recomenda a não utilização da área.

Antes do CPRM apresentar o relatório que atestou o alto risco de se utilizar a praia artificial, o próprio Marco Antônio Oliveira teve sua experiência de banhista nesta terça-feira (20).

Ele foi à praia por volta de 19h e, antes, tomou seis latinhas de cerveja (para passar pela experiência de quem está menos sóbrio do que o normal) e caminhou pela praia.

Oliveira comprovou, na prática, que, diferente de praia natural, onde o declive é suave, a praia aterrada surpreende quem está caminhando pela beira.

"Fiz vários perfis caminhando na área aterrada. Na área de praia natural, a declividade é suave, a gente vai afundando aos poucos. Na parte aterrada, a parte mais funda acontece bruscamente. A gente tem a impressão que nunca chega no fundo. Se a pessoa não sabe nadar, pode morrer", relatou Oliveira.

Oliveira disse que sentiu o desnível abrupto da área aterrada, cuja profundidade é de, no  mínimo, seis metros. Mesmo sabendo nadar muito bem, Oliveira não arriscou chegar até o nível mais profundo da área.

"Do jeito que ficou, o aterro ocasionou irregularidades no terreno com depressões e banco de areia. Por isso, recomendamos a não utilização da área aterrada. No momento, o importante é garantir a vida", disse.

Apesar de afirmar que a área é "arriscada mesmo para quem sabe nadar", Oliveira afirmou que a área não tem sumidouro ou armadilha, mas a orientação é que o local deixe de ser freqüentado pela população.

Leia aqui na íntegra o laudo do CPRM.