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Ponte Rio Negro e seus lagos são os novos 'points' de Manaus

Banhistas elegeram o local como nova área de diversão natural da cidade 02/05/2012 às 09:15
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Cabeceira da ponte, no sentido para Iranduba, virou local de lazer para um número cada vez maior de banhistas, atletas e amantes da natureza
Paulo André Nunes Manaus

 Os lagos criados neste período de cheia, próximos a cabeceira da ponte Rio Negro, que liga Manaus ao Município de Iranduba (a 25 quilômetros da capital), tornaram-se o ‘point’ para um número cada vez maior de amazonenses em busca de opções de lazer nos fins de semana e feriados. Ontem, um grande número de pessoas procurou o local para se refrescar em meio aos cerca de 35 graus registrados em média durante o dia. Para o empresário do setor de academias de musculação Mádson da Silva, 29, o local oferece um lazer “barato”. “Queremos experimentar coisas novas e diferentes, sem gastar muito, com tranquilidade e sem barulho. Então, decidimos parar aqui e fazer nosso churrasco”, contou. Ele disse também, que já tinha a curiosidade de parar e “sentir” o ambiente do lugar. “Nós sempre passamos por aqui, quando vamos a Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus), e vemos pessoas pescando e tomando banho e, agora, decidimos fazer também”.

O técnico em telefonia celular Leonildo da Silva, 42, aprovou o lugar. Em companhia da esposa Neyla da Silva e dos filhos Wesley, 9, e Leandro, 13, ele disse que a área é “o novo point de lazer do amazonense”. “É a segunda vez que eu frequento e estou gostando muito. É claro que vou voltar mais vezes com a família”, disse ele, consumindo o popular “churrasquinho de gato” (carne no espeto) que disse ter comprado em Cacau Pirêra, localidade de Iranduba. Os banhistas consultados por A CRÍTICA disseram que a água é limpa. “Quase todos os fins de semana e feriados eu trago minha família para tomar um banho de rio e procuramos não sujar o local com embalagens de comida que trazemos”, falou a contadora Marinette de Souza, 54. No entanto, a reportagem constatou que já há detritos como sacos plásticos e garrafas Pet naqueles lagos. Ontem, uma prática comum na cabeceira da ponte era a constante abordagem de policiais militares a banhistas e proprietários de carros estacionados na saída da cabeceira da ponte, bem como a vendedores ambulantes de refrigerantes, água e cerveja. Não foram registrados, até o fechamento desta edição, casos de banhistas que se jogaram da ponte, nem a proximidade de lanchas na cabeceira da ponte.

Caminhada

Outra opção de lazer saudável na ponte Rio Negro são as caminhadas realizadas pela manhã e à tarde. Por volta das 18h de ontem, os universitários Jhonnie Castro, 23, e Daniel Afonso, 26, aproveitaram a temperatura mais amena para caminhar atravessando a ponte. “Foi uma amiga nossa que nos incentivou a caminhar neste local. Acho que ficamos mais próximos da natureza. E sente só essa brisa. Que legal”, disse Jhonnie Castro. Já seu amigo destaca que o local é realmente uma opção em relação ao balneário da Ponte Negra, que está em obras. “Estou gostando de tudo aqui. E vou voltar outras vezes”, contou Daniel Afonso.