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Ponte Rio Negro estimula inauguração de Postos de Gasolina na RMM

Inauguração da ponte Rio Negro estimulou a abertura de novos postos de revenda de gasolina em Iranduba e Manacapuru 03/05/2012 às 08:40
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Na estrada Carlos Braga, que leva a Iranduba, logo será inaugurado
CIMONE BARROS Manaus

Com a construção e abertura da ponte Rio Negro, a quantidade de postos de combustível cresceu cerca de 40% nos últimos três anos em Iranduba e Manacapuru, depois de ficar estável por vários anos. O fato se deve principalmente ao aumento do tráfego de veículos nesses municípios. Em 2008, Iranduba tinha oito postos e Manacapuru dez. Este ano já são 11 e 14, respectivamente, conforme informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Esse crescimento é salutar, desde que o ambiente concorrencial seja saudável e cumpra o que está previsto na legislação”, disse o gerente regional do escritório da ANP, Noel Santos.

E o movimento é crescente até pelas perspectivas que se abrem para os dois municípios, com o incremento do mercado imobiliário e dos novos empreendimentos que devem ser implantados na região, como a duplicação da rodovia Manoel Urbano (AM-070), a Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a promessa de instalação de uma Central de Abastecimento – uma Ceasa – no Cacau Pirera, distrito de Iranduba.

De olho nesses movimentos, empresários não perderam tempo e somente na estrada do Brito, a da ponte, existem placas de instalação de mais dois postos de revenda de combustíveis, sendo um de cada lado. A implantação de um posto com três ou quatro ilhas, com duas bombas de abastecimento cada, exige um investimento em torno de R$ 1 milhão.

Papelada

Também há encaminhamento da papelada para autorização de mais um revendedor logo após a estrada da Ponte, já pegando a AM-070, próximo ao cemitério do Cacau Pirera, distrito do Iranduba. Nessa imediação, no trecho de menos de um quilômetro, já há três revendedores de combustíveis. No Km 1 da estrada Carlos Braga, bem próximo da cidade de Iranduba, também já existe um posto de combustível com quatro ilhas e lojas de conveniência e de serviços praticamente pronto, faltando apenas detalhes para a inauguração.

O empresário Augusto Farias, 62, possui dois postos no Iranduba da bandeira Ipiranga, sendo um no Iranduba e outro no Cacau Pirera e já planeja um terceiro também no Cacau, mas pegando o lado direito da AM-070 sentido Manaus-Iranduba. Neste lado, por enquanto só tem posto logo após a entrada do Iranduba (Atem), revendedor com aproximadamente um ano em operação.

“Com a ponte, aumentou a circulação de veículos e tivemos um acréscimo no volume de venda de combustível de 25%. Vendíamos 140 mil litros de combustível por mês, em cada, hoje são 180 mil, sendo 70% gasolina”, revelou Augusto.

Quase 18 mil veículos

Num dia normal passam pela ponte Rio Negro 17,2 mil veículos no sentido Manaus-Iranduba (70% retornam para a capital), enquanto no fim de semana e feriados o número praticamente triplica, subindo para 50,4 mil, segundo informações do comandante da Companhia de Trânsito da Polícia Militar (Ciatran), major Auzier Peixoto. “A maioria das pessoas vai para banhos, sítios de amigos e hoteis. Poucos vão para as cidades de Iranduba e Manacapuru”.

O aumento da circulação de veículos, da expansão urbana e do incremento de outras atividades nesses locais leva a um aumento natural de postos, segundo o presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Ademir Stroski.

Para instalar um posto no Estado é preciso a licença ambiental do Ipaam, conforme decreto estadual nº 10.028/87. O primeiro passo para o licenciamento, segundo o orgão, é a certidão da Prefeitura Municipal, informando que o local e as atividades estão de acordo com as posturas municipais. Em Manaus, um posto tem de respeitar distância de 500 metros de um para o outro e de 150m de locais com grande aglomeração de pessoas: escolas e hospitais.

De acordo o Ipaam, em 2011, foram expedidas três licenças prévias e de instalação para postos em Manacapuru e duas para Iranduba, sendo uma em 2011 e uma em 2012. A licença prévia é a autorização para iniciar os procedimentos de documentação e projetos necessários ao licenciamento e a licença de instalação é que permite as obras de engenharia. O Ipaam tem ainda uma terceira licença, a de de operação, que autoriza o funcionamento. Entre 2011 e 2012, foram expedidas 5 licenças de operação para Iranduba e oito para Manacapuru. Os dados do Ipaam são diferentes da ANP. Esta só dá autorização de funcionamento.