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Ponte Rio Negro no Amazonas ainda espera por defensas

Estaleiro Erin ainda não instalou as balsas de proteção dos quatro canais laterais de navegação 09/04/2012 às 16:19
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Sistema de proteção foi contratado por R$ 67 milhões e é composto de 12 balsas de ferro que devem ficar ancoradas em frente aos mastros da ponte
LÚCIO PINHEIRO Manaus

Cinco meses depois de ser inaugurada, a ponte Rio Negro permanece sem o sistema de proteção de pilares, contratado ao custo de R$ 67 milhões. Desse valor, a empresa Erin Estaleiros Rio Negro, responsável pelo trabalho, já recebeu, aproximadamente, R$ 60 milhões. Mas apenas quatro das 12 defensas foram instaladas até agora.

O último prazo dado pela empresa para entregar a obra do sistema de proteção dos pilares da ponte foi março passado. Mas, de acordo com o diretor do estaleiro Erin, Carlos Custódio, o serviço de construção das oito defensas ainda se estenderá, pelo menos, até o dia 20 de abril. “A partir daí, começaremos a instalar das defensas”, prometeu Custódio.

As quatro defensas já instaladas protegem os pilares do canal central da ponte. Segundo Carlos Custódio, essa era a prioridade. O diretor da Erin disse que as chuvas desse início de ano atrasaram a conclusão das oito defensas do canal secundário. “Teve muita chuva. Isso atrapalhou muito a gente”, justificou Custódio. Atualmente, o estaleiro Erin realiza a instalação das poitas (espécie de âncoras), onde as defensas dos canais laterais serão fixadas. “Cada defensa leva seis poitas de 100 toneladas”, explicou Carlos Custódio.

As obras do sistema de proteção da ponte Rio Negro foram contratadas pela Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM), órgão ligado ao Governado do Estado do Amazonas. O contrato com o estaleiro Erin começou a valer no dia 11 de março de 2011.

O prazo inicial para concluir o sistema de proteção da ponte foi de 240 dias (oito meses). Depois, foi esticado em mais 140 dias. Com esse aditivo de dias, a obra que seria realizada em oito meses só deverá ficar pronta um ano depois.

Em fevereiro, Carlos Custódio alegou que o primeiro prazo para concluir os serviços foi curto, porque a empresa teve que adquirir equipamentos fora do Brasil. E o projeto inicial do sistema de segurança sofreu alterações.

O primeiro projeto do sistema de segurança foi orçado em R$ 89,1 milhões. O Governo pediu que a empresa reduzisse o valor, e o projeto foi alterado, e preço caiu para R$ 67 milhões.

Até fevereiro desse ano, o Sistema Integrado de Controle e Gestão de Obras Públicas (Sicop) - acessado no site www.sicop.am.gov.br/sicop/ - apontava que o valor das medições dos serviços executados era de
R$ 53 milhões, o correspondente a 79,1% da obra executados. Na semana passada, Carlos Custódio disse que 90% dos trabalhos já foram concluídos.

Obra de portos está atrasada

A empresa Erin Estaleiros Rio Negro é uma das três empresas contratadas pelo Governo do Amazonas para construir 15 portos no interior do Estado. Orçados em R$ 261,6 milhões (97% de recursos federais), os terminais hidroviários começaram a ser construídos em março de 2010. Deveriam ter sido concluídos em 365 dias. O que não aconteceu, passado um ano e dez meses.

As outras empresas que trabalham na construção dos portos são as construtoras Sanches Tripoloni e Etam. Em consórcio com a Sanches Tripoloni, o Erin é responsável pela execução de nove terminais hidroviários. A Etam pelos outros seis. No dia 22 de janeiro, A CRÍTICA mostrou que o Governo Estadual está com as obras de portos atrasadas em até três anos e meio.

No final de janeiro, o governador Omar Aziz (PSD) apresentou à imprensa nove balsas construídas pelo estaleiro Erin, que ainda estão em Manaus. As estruturas fazem parte dos portos dos municípios de Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Canutama, Careiro da Várzea, Codajás, Iranduba (Solimões), Itapiranga e Tapauá.