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Manaus
Médio Risco Dengue

População de Manaus ainda não está atenta para a formação de criadouros do mosquito da dengue

A conclusão é da Secretaria Municipal de Saúde baseada nos resultados obtidos pelo resultado do primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) 10/04/2012 às 07:50
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Técnicos da Semsa iniciaram nessa segunda-feira (09) o segundo levantamento para medir o índice de infestação de dengue em Manaus
Jornal A Crítica Manaus

Em meio às indicações do Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam) de alta incidência de chuvas neste mês e em maio, a população precisa ficar atenta aos riscos de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O coordenador das ações de combate e prevenção da dengue da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Vanderson Sampaio, afirma que a população tem se mostrado despreocupada com a infestação do mosquito.

 O resultado do primeiro Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado entre os dias 9 e 20 de janeiro deste ano foi de 3,4%, considerado de médio risco para ocorrência de casos da doença. O acúmulo de lixo doméstico apareceu como o principal fator de proliferação do mosquito da dengue.

 “Nós identificamos na maioria das residências o problema de lixo domiciliar armazenado de forma incorreta nos quintais, como garrafas pet e entulhos”, comentou Sampaio. Na manhã de segunda-feira (09), a Prefeitura de Manaus iniciou o segundo LIRAa para orientar as ações de controle da dengue na capital.

A água acumulada dentro de gabinetes de televisores entulhados no quintal da casa de Rosemeire Santos, 36, no conjunto Ajuricaba, Zona Centro-Oeste estava colocando em risco a família da moradora. “Como choveu ontem, a água se acumulou, mas já iamos fazer uma limpeza no local”, argumentou.

No quintal da casa do aposentado Rubem de Oliveira, 70, também no conjunto Ajuricaba, um ‘lar doce lar’ para o Aedes aegypti. Enquanto o morador afirmava que toma os devidos cuidados para se prevenir da doença, Rubem nem se dava conta que os dois camburões com água parada representam um perigo. “Aqui em casa ninguém nunca pegou dengue”, ressaltou.

De acordo com o coordenador Vanderson Sampaio, “os depósitos irregulares de água, como camburões e baldes, aparecem em segundo lugar entre os locais de risco para a proliferação do mosquito. Nas Zonas Norte e Leste da cidade, esse tipo de criadouro é predominante por serem áreas que enfrentam o problema de abastecimento”.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, o índice de infestação apurado no primeiro LIRAa de 2012 ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que havia fechado em 4,4%, mas também reforça que a população precisa se manter em alerta e adotar as medidas de prevenção contra a dengue, tendo cuidado redobrado no ambiente doméstico.

 “É preciso evitar o acúmulo de lixo no quintal, pois este tipo de entulho, formado muitas vezes por carcaças de eletrodomésticos, latas, garrafas e outros utensílios descartados, funciona como depósito de água limpa da chuva, onde a larva do Aedes aegypti se reproduz com facilidade, bastando um dia de sol”, alertou Deodato.