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População de Manaus levará pouco tempo para se adaptar ao "Zona Azul", diz Walter Cruz

Segundo o titular do Manaustrans, os primeiros 15 dias após a implantação do sistema de estacionamento rotativo serão educativos 03/04/2012 às 20:04
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Avenida Eduardo Ribeiro, Centro de Manaus
Ana Carolina Barbosa Manaus

Entre 30 e 40 dias. Esse é o tempo que a população de Manaus necessitará para se adaptar ao Sistema de Estacionamento Rotativo Pago denominado “Zona Azul”, que atingirá 48 ruas de um “quadrilátero” que abrange o Centro Histórico de Manaus – Zona Sul -, o conjunto Vieiralves (Nossa Senhora das Graças) e o bairro São Geraldo, ambos na Zona Centro-Sul. As informações são do diretor-presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), coronel Walter Cruz.

O sistema deverá arrecadar mais de R$ 1,7 milhão ao mês a partir da cobrança de R$ 2 por veículo estacionado em cada uma das 3,7 mil vagas previstas para serem ofertadas. A cobrança será feita entre 8h e 18h de segunda a sexta-feira e das 8h às 17h aos sábados. Nos domingos e feriados os condutores serão liberados do pagamento da taxa.

Segundo Walter Cruz, os primeiros 15 dias de implantação do sistema – a qual deve iniciar ao final de junho – serão educativos e, embora haja cobrança da taxa, ao exceder o limite de tempo de no máximo duas horas, o condutor será apenas alertado.

Contudo, após o período de adaptação, os que ultrapassarem o limite de tempo determinado pelo Decreto 1.518, de 30 de março de 2012, publicado na edição do mesmo dia do Diário Oficial do Município (DOM), serão enquadrados com base no artigo 181, inciso 17 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o qual prevê a aplicação de multa no valor de R$ 56 (para infração leve) e perda de três pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por estacionar em local proibido.

Lojistas

De acordo com Walter Cruz, o Zona Azul foi criado para disciplinar o trânsito nessas áreas da cidade e o valor a ser cobrado já é praticado em vários locais do País, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Florianópolis e Minas Gerais. O tempo máximo de permanência, garante o coronel, também é o mesmo. “O que existe é que para alguns locais o tempo é maior, como para hospital, universidade e casas de show. Nesse caso, o tempo poderá ser regulamentado por mim”, disse.

Ele acredita tratar-se de uma medida positiva para o comércio, bancos e população em geral, já que atualmente, grande parte das pessoas residentes na capital tem dificuldade em achar uma vaga na área central por conta dos lojistas que ocupam um espaço por até dez horas. “Hoje, o Centro está empobrecido porque as pessoas não conseguem parar lá. Os valores maiores (praticados nos estacionamentos privados) têm que ser uma opção para quem quer estacionar mais perto (do trabalho) ou passar o dia inteiro”, opina.

O diretor-presidente ressalta que a medida visa, ainda, motivar a criação de novos estacionamentos privados nessas áreas e garante que, em uma palestra ministrada recentemente, recebeu o apoio de entidades de classe e outras categorias. “Eu fiz uma palestra para a Associação Comercial, CDL (Clube dos Dirigentes Lojistas de Manaus), e todos concordaram (com a medida), inclusive os lavadores de carro entenderam que o Centro está uma bagunça como está”. Ele completou afirmando que os lojistas terão que se adequar ao sistema, em igualdade ao resto da população.

Segurança

Quando questionado sobre a garantia de segurança aos veículos dos condutores que serão obrigados a pagar a taxa para estacionar, o coronel disse que a Polícia Militar (PM), Polícia Judiciária e outros órgãos serão responsáveis, como são hoje, pelas áreas abrangidas pelo sistema. Contudo, ele afirmou que se reunirá com o comandante da PM, coronel Almir David, para corroborar a necessidade da participação da corporação no processo. “Se alguma pessoa se sentir constrangida, acionará a PM e compete a PM coibir os crimes”, completou.

Para dar apoio, será criada, junto à implantação, uma Gerência de Fiscalização que será responsável por avaliar o funcionamento do Zona Azul, sistema que pedirá, durante sua implantação, a capacitação de profissionais, medidas de educação no trânsito entre outras de operacionalização. “Estamos pedindo (no edital de licitação) uma tecnologia que não seja de cartão, mas sim digital, e esperamos que as pessoas se adaptem rápido”, concluiu Walter Cruz. A licitação do sistema está prevista para este mês e a implantação, para o final de junho.