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População deve estar atenta aos incêndios durante o Verão Amazônico

De acordo com o Major Borges, do Corpo de Bombeiros, os incêndios nas áreas urbanas estão dentro da normalidade, mas a atenção especial deve se voltar aos ambientes com vegetação. 09/08/2012 às 22:49
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O verão amazônico traz o alerta para os incêndios tanto na área urbana quanto nas vegetações
acrítica.com Manaus

O Verão Amazônico traz o alerta para os incêndios tanto na área urbana quanto nas vegetações. A falta de chuva, altas temperaturas e baixa umidade são fatores propícios para que o fogo se alastre rapidamente.

Dados do Inpe mostram que o Amazonas registrou, entre janeiro até este mês, um aumento de 15% de focos de queimadas em relação ao ano passado, mesmo levando-se em consideração o elevado volume de chuva registrada no Estado, que resultou em uma cheia recorde. Os municípios do sul do Amazonas continuam sendo, contudo, os principais causadores de queimadas do Estado.

De acordo com o Major Borges, do Corpo de Bombeiros, os incêndios nas áreas urbanas estão dentro da normalidade, mas a atenção especial deve se voltar aos ambientes com vegetação. “Nos períodos de seca, os problemas maiores são onde tem madeira e mato, porque a velocidade da combustão é maior”, destacou ele comparando o incêndio ocorrido na última quarta-feira (08), na Vila Jorgete “Tudo depende do que é construída a casa. Na Vila Jorgete, os assoalhos e os telhados eram de fácil combustão. Uma casa de alvenaria, bem compartimentada, a velocidade é bem menor”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, para prevenir os incêndios nas áreas urbanas, deve-se tomar cuidado principalmente com motores de eletrodomésticos e a fiação elétrica, que deve estar em dia “Recomendamos sempre que um especialista avalie a fiação e a distribuição de carga, para que não tenha muitos aparelhos em uma única rede”, comentou. Cuidados especiais também com as mangueiras de gás, fósforos e isqueiros, além de crianças sozinhas que revelam fascínio pelo fogo.

Sobre os terrenos a limpeza deve ser regular. “O material cortado deve ser levado para a lixeira pública e não deve ser queimado, porque como estamos em um período de seca, um fogo aparentemente pequeno, pode sair do controle”. A multa nesses casos pode variar de 10 a 500 UFMs (Unidades Fiscais do Município), sendo R$ 70,44 o valor de cada UFM.

A população deve estar atenta e, a qualquer principio de incêndio, acionar primeiramente o número de emergência 193.