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População se revolta contra o lixo nas ruas de Manaus

Preocupação com situação faz manauenses cobrarem providências da prefeitura e até do empresariado local 14/03/2012 às 08:17
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Lixeira viciada da rua São Benedito, em Adrianópolis, Zona Centro-Sul: apenas uma de várias existentes na cidade
Paulo André Nunes Manaus

Inconformada com o acúmulo de lixo em vários pontos da cidade, boa parte da população manauense está cobrando um “choque de ordem” junto à Prefeitura de Manaus, comerciantes e camelôs em busca de uma solução para o problema.

“É preciso realmente um ‘choque de ordem’ de todos os envolvidos para tentar resolver essa questão do lixo, que é prioritária e critério básico para nós moradores”, indigna-se o administrador de empresas Carlos Orlando Costa e Silva, 52, ele próprio uma das vítimas do lixo.

Morador da rua São Benedito, em Adrianópolis, Zona Centro-Sul, ele presencia, diariamente, outros populares jogando lixo em uma calçada próximo ao colégio Simão Bolívar.

Para ele, a união de todos os envolvidos - poderes como a prefeitura, mais comerciantes e empresários e lideranças comunitárias - poderia reverter esse quadro.

“Mas deve haver comprometimento das empresas que coletam o lixo pois elas são pagas com o erário público”, frisa. Pelo foco ambientalista, ele sugere um maior incentivo “às cooperativas de lixo que geram empregos”.

“Sempre sinto vergonha ao passar por essas áreas no Centro, imaginem com que imagem saem os que visitam nossa Cidade? Para amenizar, antes de tomarem uma providência definitiva, poderiam ao menos fazer um depósito para armazenar o lixo enquanto não é recolhido, algo que deixe o ambiente com menos cara de ‘só moram porcos aqui!’”, destaca a leitora do portal acritica.com identificada como Indignada.

O também internauta Oziel recomenda que os comerciantes que produzem lixo no Centro sejam multados.

“Os comerciantes não se responsabilizam por esse lixo”, diz ele. Outra solução, destaca o leitor, é que se retirem os camelôs que estão naquela área: “Eles também são responsáveis. ‘Mexam’ nos bolsos deles e eles aprenderão”.

Preocupação
Neste terça-feira (13), foi a vez do secretário de Estado da Cultura (SEC), Robério Braga, manifestar novamente sua preocupação sobre a concentração de lixo em áreas do centro histórico da cidade.

“Já mantive reuniões com lojistas tentando uma solução para o problema, que ainda persiste”, declarou Braga.

A preocupação dele pode ser maior ainda em relação a locais como o Palacete Provincial, antigo Comando da Policia Militar, que integra o conjunto arquitetônico da praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia).

Restaurado em março de 2009, após três anos e quatro meses de obras e um investimento de R$ 5,6 milhões do orçamento do Estado, o prédio de 138 anos convive com o lixo em seus arredores.

Produção
Dentro da série “Lixo na Cidade”, A CRÍTICA mostrou, em três reportagens, que o lixo produzido em várias áreas de Manaus, inclusive no tradicional Centro Histórico, vêm ofuscando a beleza da capital e traçando um triste retrato do cenário local. Falhas no recolhimento e população despreocupada com a situação foram algumas constatações. Em locais como a Cidade Nova, uma lixeira fica localizada ao lado do Parque Estadual Sumaúma.