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PR reforça oposição ao governo Federal

O anúncio de ruptura, feito pelo PR, vem um dia após o senador Eduardo Braga (PMDB) receber missão de unir base 15/03/2012 às 08:18
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A ministra Ideli Salvatti faz a primeira reunião como o novo líder do Governo, Eduardo Braga (terceito à direita)
ROSIENE CARVALHO Manaus

Após ter frustrada a tentativa de voltar à Esplanada dos Ministérios e passar oito meses no limbo, o Partido da República (PR), de Alfredo Nascimento anunciou oposição ao Governo Dilma Roussef (PT) no Senado. A crise nos partidos que ajudaram a eleger Dilma em 2010 se agrava um dia após o senador Eduardo Braga (PMDB) receber a missão de unir a base aliada no Senado.

O deputado federal Henrique Oliveira (PR) foi o primeiro a sair negando que a ruptura da sigla com o Governo Federal esteja ligada a divergências entre Braga e Alfredo Nascimento, embora sejam adversários políticos no Estado do Amazonas.

O PR há meses negociava o retorno a uma das pastas do Governo Dilma Rousseff. E com as declarações públicas de Dilma que anunciava a troca de líderes para tentar acalmar, se animou em voltar a pressionar o Planalto por uma pasta. Não teve o pleito atendido.

Dilma disse não a todos os nomes indicados pela sigla ao longo dos oito meses, que ignorou o partido de Alfredo. O estopim do descontentamento do PR veio após a reunião do senador Blairo Maggi (PR-MT) com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ontem pela manhã. Na tentativa de ganhar um ministério, sobrou ao PR apenas cargos no segundo escalão  do governo.

O partido resolveu, então, virar oposição ao Governo Federal até que Dilma Rousseff  “perceba” que precisa dos sete senadores e 36 deputados federais do PR para governar o País.

Desde a queda do ministro Alfredo Nascimento, o PR ameaça com passos lentos virar oposição ao Governo Dilma. A primeira vez foi logo após a saída de Alfredo da Esplanada. No retorno do recesso no Senado, Nascimento anunciou independência ao Governo, mas a sigla continuou votando com a base aliada.

Agora, o anúncio de oposição também é moderado por ser só no Senado e condicionado ao atendimento por parte do Planalto do pedido do PR de voltar a administrar uma pasta. “Nós estamos nesse momento na oposição. Não significa oposição raivosa”, disse Maggi.

Na Câmara Federal, a previsão é que os deputados se reúnam nos próximos dias para discutir o assunto.

Alfredo e Braga fazem as pazes

No dia em que o Partido da República (PR) anunciou a saída da base aliada do Governo, o presidente nacional da legenda, senador Alfredo Nascimento (PR-AM), e o novo líder de Dilma Rousseff no Senado, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), hastearam a bandeira da paz rasgada por conta das divergências políticas no Estado.

A troca de gentilezas ocorreu na manhã de ontem, na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), que levou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para falar sobre banda larga 4G e comunicação rural. Alfredo pediu licença para mudar de tema e cumprimentou Eduardo Braga pela assunção ao cargo de líder do Governo.

Lembrou do tempo em que estiveram do mesmo lado, a mesma origem política e que, independentemente dessas posições e disputas locais, colocou-se à disposição do líder para dialogar e colaborar. “Sei que não será uma missão fácil, pois, o senador Romero Jucá é um craque na arte de liderar, mas sei que Vossa Excelência vai se sair muito bem e pode contar conosco”, disse Alfredo.

Braga lembrou da “amizade íntima” que  tinha com Alfredo e que foram as circunstâncias políticas o motivo do afastamento dos dois.

colaborou Antônio Paulo