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Praças dos conjuntos Vilar Câmara e Tiradentes estão tomados pelo mato e pela sujeira

Espaços públicos que deveriam ser usadas como espaço de lazer pela comunidade são o retrato do descaso do poder público 11/10/2015 às 20:23
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Descaso é frenquente em várias praças de Manaus
Silane Souza Manaus (AM)

As praças dos conjuntos Tiradentes e Vilar Câmara, localizados na Zona Leste, estão abandonadas pelo poder público. Moradores dos dois conjuntos reclamam do mato alto e da falta de infraestrutura, uma vez que os espaços de lazer estão tomados pelo mato, sujeira, depredação e, em alguns casos, servem até mesmo de abrigo para moradores de rua e usuários de drogas.

De acordo com a funcionária pública federal Rosalina de Queiroz Ribeiro, 63, a limpeza na praça Francisco Couto, na rua 1 do Conjunto Vilar Câmara, só é feita de três em três meses, no mínimo. O local está tomado por folhas secas que caíram das árvores e se acumulam no chão, assim como o lixo. “Nós queríamos que podassem as árvores e tirassem as folhas do chão. A praça está abandonada e, a partir das 16h, nos finais de semana fica cheia de usuários de drogas”, disse.


O autônomo Célio Figueiredo, que mora há mais de 30 anos no local, também criticou o abandono da praça. Conforme ele, o espaço precisa urgentemente de limpeza e capinação, visto que tem muito mato. Além disso, as ruas do conjunto também necessitam de ações de ‘tapa buracos’. “As ruas 1, 2, 3 e 4 estão cheia de buracos, já entramos em contato com o distrito de obra da prefeitura, mas até o momento não fomos atendidos”, relatou.

Tiradentes

Quem também sofre com o abandono das praças públicas, que deveriam ser usadas como espaço de lazer pela comunidade, são os moradores do conjunto Tiradentes. Além do mato alto, moradores de rua tomaram conta do local. “Até 9h eles estão todos aqui, dormindo nos bancos que ainda restam nessa praça, que há muito tempo está abandonada pelo poder público”, afirmou o motorista José Ricardo Araújo da Silva, 40.


Outra situação questionada pelos moradores do conjunto é a demolição do ponto de táxi da praça. Para eles, a desativação trará maior insegurança à população, como aumento de assaltos na região. Eriton Cordeiro, 49, que trabalha há 34 anos vendendo jornal no local, destacou que a “casinha” foi construída há mais de 40 anos pela comunidade. Mas, desde a demolição dela, a praça está cada vez mais abandonada.

Tapa buracos

Com relação às reclamações sobre buracos, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), informou que vai verificar, com o distrito de obras da área, o levantamento das ruas próximas à praça. Ressaltou ainda que “tem trabalhado de forma gradativa, atendendo às demandas da área que chegam ao distrito”. Recentemente, vias nessa área receberam o serviço.

Sem respostas

A Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) - responsável pela limpeza - e o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) - pela demolição de prédios - não responderam às demandas até o fechamento desta edição.