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Praciano corrobora disputa interna no PT com vistas às eleições de 2012

Ele alega que, enquanto nos outros partidos peças-chave definem quem será o candidato majoritário, no PT a disputa é acirrada 05/02/2012 às 09:28
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Deputado federal Francisco Praciano
Kleiton Renzo Manaus

“O PT, diferentemente, dos outros partidos, tem disputa interna. O Serafim (Corrêa) tira do bolso: 'eu sou candidato'; o (Eduardo) Braga define o PMDB; e o Artur (Neto) manda no PSDB. Nós não, aqui é acirrado”. A afirmação do deputado federal Francisco Praciano (PT), pré-candidato à Prefeitura de Manaus este ano.

A fala de Praciano acontece em um momento em que o Partido dos Trabalhadores (PT), tenta se reafirmar como oposição, desvinculando-se das referências partidárias que possuem ligações direta com o governador Omar Aziz (PSD) e o prefeito Amazonino Mendes (PDT). No final de janeiro os filiados do PT elegeram as chapas com os candidatos à delegados que deverão, esses sim, decidir se a legenda irá lançar candidatura própria, ou seguir como vice em alguma chapa aliada. “Foram sete chapas, das quais, cinco denfendem candidatura própria. E eu não vejo como reverter esse quadro dentro do regimento interno do partido”, disse o deputado petista. As duas chapas dissidentes são a do presidente municipal do PT, Valdemir Santana, e do deputado estadual Sinésio Campos (PT).

O primeiro, até então, defendia que o PT fosse vice numa possível chapa com o prefeito Amazonino. O segundo, comenta-se nos bastidores do Palácio do Governo, espera apoio do governador Omar. “Tem gente que não tem emprego no Estado. Não tem emprego no Município. Esses são os que irão decidir o destino do PT nas eleições”, alfineta Praciano.

De acordo com o calendário do PT, os 500 delegados que irão decidir sobre a candidatura do partido, deverão ser escolhidos no dia 12 de fevereiro. No dia 18 de fevereiro, haverá a votação entre os delegados para a direção do PT: cabeça de chapa ou vice. “Tem uma pesquisa feita pelo partido que aponta em 40% o índice de aprovação do partido na sociedade. As pessoas ainda gostam do PT”, disse Praciano.

PETISMO

Sobre uma possível reviravolta no cenário que está se formando, o deputado federal foi cauteloso, mas não deixou de espetar os concorrentes. “Eu já saí em uma prévia com o Sinésio (Campos), e ganhei. Mas dentro do PT tem de tudo. E nesse acirramento tem um negócio chamado 'petismo'. Quando a base é chamada para decidir”, disse.

Nas eleições de 2008 o PT saiu com chapa formada com o PPS. Foram candidatos Praciano, a prefeito, e o (hoje) deputado estadual Luiz Castro (PPS), era o vice. Praciano disse que não descarta uma chapa formada com outros partidos aliados, mas a tendência é que seja 'puro sangue', disse.