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Pré-candidatos se animam como novos rumos do cenário político em Manaus

Os arranjos políticos para disputa pela PMM tomaram novos rumos com o cenário que exclui nome de Eduardo Braga  21/03/2012 às 07:44
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Há uma semana, Eduardo Braga assumiu a missão dada a ele pela presidente Dilma Rousseff: unir a base aliada
ROSIENE CARVALHO Manaus

As costuras políticas para formar alianças partidárias em 2012 se intensificaram na última semana, com a ascensão do senador Eduardo Braga (PMDB) ao posto de líder do Governo Federal no Senado. Ao aceitar a função, Braga deu um passo atrás na disputa pela Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) e os demais partidos ficaram mais animados com a eleição.

Embora não tenha chegado a confirmar a candidatura, o nome de Braga era o mais temido entre os adversários. O senador governou o Estado do Amazonas por oito anos e, no último pleito, registrou baixa rejeição e votação de 1.236.970 votos para o Senado, sendo que 754.309 foram em Manaus.

Ao aceitar a missão de ser líder de Dilma Rousseff (PT), Braga alterou o cenário da disputa em Manaus este ano. E os demais políticos gostaram da ideia.


O deputado federal e pré-candidato à PMM, Henrique Oliveira (PR), disse que a possível saída de Braga da disputa dá mais chance a outros candidatos. Destacou, em especial, os que, segundo ele, representam renovação na política local. “Há uma nova conjuntura. A saída do Eduardo Braga da disputa e o prefeito Amazonino Mendes vive repetindo que não será candidato. A população quer o novo. Assim fica mais fácil. Mas a hora agora é de conversar”, declarou.

Oliveira afirmou que, com a aproximação do PR da oposição em Brasília,  o DEM, PPS e  PSDB se tornaram siglas passíveis de aliança em Manaus. Ele afirmou ainda que partidos pequenos ‘também são bem vindos’. “A prefeitura de São Paulo é o coração do Brasil. Se o PT não quer o PR, consequentemente o PR se aproxima de Serra lá. E os reflexos são incorporados em outros estados”, afirmou.

O deputado federal Átila Lins (PSD) afirmou que o fato do nome de Eduardo Braga não estar nas urnas em 2012 coloca todos os demais candidatos em condições iguais perante o eleitorado. “A saída de Braga zera tudo. Vai começar um novo arcabouço”, disse. 

Átila disse que, em Manaus, vai  seguir a decisão do governador Omar Aziz, que, por sua vez, declarou, em fevereiro, que só tinha compromisso com Braga e não com candidato indicado por ele.

Coligações começam a ser construídas

O deputado federal e pré-candidato à Prefeitura Municipal de Manaus, Pauderney Avelino (DEM), afirmou que está aberto a conversas com todos os partidos para 2012. A lista começa com o senador Eduardo Braga (PMDB), passa pelo prefeito Amazonino Mendes (PDT) e não exclui o ex-senador Artur Neto (PSDB).

“Na nossa condição de candidato, não descartamos alianças”, disse Avelino.

O vice-presidente nacional do DEM acrescenta que o nome dele tem que ficar como cabeça de chapa. “Conversamos inclusive com o prefeito Amazonino que já disse que não é candidato. Estive conversando com Eduardo Braga e com Omar Aziz. E claro que vamos conversar com o Artur Neto, um grande amigo meu”.


A senadora Vanessa Grazziontin disse que o processo de costura de alianças em Manaus está muito confuso e não tem a menor vontade de lançar o nome dela nas urnas. “Mas o PCdoB tem três nomes para a disputa, inclusive o meu”.

Francisco Praciano

“A candidatura mais viável (no PT)  é a minha”

O deputado federal Francisco Praciano afirmou que é importante que o PT avalie o quanto o cenário atual na disputa eleitoral de 2012 é favorável à sigla. “Temos dois candidatos com alto índice de rejeição: Amazonino Mendes (PDT) e Serafim Corrêa (PSB, somada à saída de Eduardo Braga. Isso abre um leque a outras candidaturas, inclusive para o PT”, declarou.

Praciano afirmou que não estar atento a estes fatores não é compatível com o partido, que nas últimas pesquisas, aparece como  mais querido do País. “Não me estresso mais com isso de lançar candidatura. O partido é que decide, não posso ser candidato da metade. Até lamento dizer, mas a candidatura mais viável é a minha”, declarou.

O deputado disse que Amazonino se beneficia com a saída de Braga. “Ele não sairia candidato, se Braga viesse para disputa”.