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Preço da cesta básica volta a subir em Manaus, segundo Dieese

Manaus aparece em 11º lugar entre as capitais com a cesta mais cara do país, no levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Consumidores sentem no bolso a sensação 09/05/2014 às 09:49
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Os grandes vilões da elevação dos preços em abril, segundo os dados do Dieese, foram o açúcar, o pão francês e a banana prata, respectivamente
Juliana Geraldo ---

Após dois meses registrando quedas consecutivas, o preço da cesta básica em Manaus voltou a subir. Em abril, o consumidor da cidade gastou, em média, R$ 309,66 para abastecer o carrinho de compras com os doze itens alimentícios essenciais. O valor equivale a um acréscimo de 0,48% na comparação com o mês anterior e de 0,63% no acumulado do ano, de acordo com o levantamento divulgado nesta quinta-feira (08) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Embora continue sendo considerado “salgado” para a maior parte da população, o preço do conjunto de alimentos em supermercados e feiras locais possibilitou a Manaus sair do 3º lugar entre as capitais com a cesta mais cara do país em fevereiro, e pelo segundo mês seguido (março e abril) se manter na 11ª posição entre as 18 capitais pesquisadas pelo Departamento.

Entretanto, de acordo com o supervisor técnico do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas, a posição ocupada por Manaus no ranking repete o comportamento do mês anterior, sendo reflexo de aumentos ainda mais expressivos ocorridos em outras capitais analisadas. “O valor segue elevado e continua a comprometer quase 50% da renda de um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal, em Manaus”, avaliou.

População reclama

Conforme o levantamento, mesmo com o valor da cesta em abril tendo registrado alta frente a março, na comparação com abril do ano passado, houve uma queda de 8,83%. Apesar do índice, os consumidores locais não notaram esta retração e se mostraram insatisfeitos com os preços praticados nas prateleiras dos supermercados.

O professor universitário, Mário Galvão, 51, conta que o salário há muito tempo não comporta o preço dos alimentos na cidade. Para ele, itens como farinha, tomate e banana são os que mais pesam no bolso. “Uma banana pacovã vendida a R$ 2 e o quilo da farinha na faixa de R$ 12, estão longe de ser preços razoáveis”, queixou-se.

Itens

Os grandes vilões da elevação dos preços em abril, segundo os dados do Dieese, foram o açúcar, o pão francês e a banana prata, respectivamente.

Para o Dieese, os impactos nos produtos foram causados, no primeiro caso, pelo desvio da cana de açúcar para a produção de etanol deixando o açúcar para consumo mais escasso no mercado, pelo regime de cheia dos rios, prejudicando culturas de várzea como a da banana, no segundo caso, e as oscilações na taxa cambial que controlam o preço do trigo importado para a produção do pão, na terceira situação.