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Preço dos hortifrutis está cada vez mais caros em Manaus

O aumento nos preços do tomate e da cebola, entre outros itens do gênero, assusta os consumidores na hora de montar a cesta 16/03/2013 às 12:03
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Preço dos legumes disparou nos supermercados e feiras da cidade
acritica.com ---

A seção de hortifruti dos supermercados se transformou em um “filme de terror” para os consumidores manauaras. O preço dos produtos está salgado e não há como não sentir o reflexo disso no bolso.

De longe, o tomate chama atenção. E não é porque tenha melhorado de qualidade, senão pelo preço que se aproxima dos R$ 10 por quilo (ver tabela). Em uma semana, o gasto com o produto subiu 35,91% em um dos locais pesquisados. Na semana passada, o consumidor comprava o quilo do produto a R$ 6,99 no DB. Nesta sexta-feira (15), precisou desembolsar R$ 9,50 para levar o quilo do tomate para casa.

No Carrefour, o fruto do tomateiro também teve alta no preço, variando na faixa de 24,32% ao sair de R$ 6,99/Kg para R$ 8,69/Kg.

No Veneza não houve variação do item, mas nesse estabelecimento o produto não estava barato: R$ 7,40/ Kg. Em última pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço médio do tomate estava em R$ 6,58/Kg.

O consumidor vai encontrar esse produto mais acessível nas feiras. onde o quilo dele variava ontem de R$ 3,50 a R$ 4.

Item indispensável à salada de hostaliças e legumes, a cebola também está com o preço bastante elevado. A julgar pelo quilo dela nas feira: de R$ 4,30 a R$ 4,50. Nos supermercados, oscilava entre R$ 4,98 e R$ 6,49.

Pressão

A técnica em enfermagem, Helena Parente, 58 anos, comentou que tem sido muito difícil encontrar um produto que não tenha sofrido reajuste este ano. Ela destacou a abóbora regional, que costumava comprar por R$ 1  e agora está precisando desembolsar R$ 2,90, no mínimo, para adquirir esse produto. “Ainda que seja produzido aqui, os preços têm aumentado consideravelmente. Quem ganha pouco não pode mais ser saudável”, salientou.

O assessor da presidência da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Marcos Pinheiro, explicou que a alta nos preços ainda é resultado da cheia de 2012 que impulsionou a importação de hortifruti de outros estados. “Entra muito produto de fora e o preço vai lá pra cima. Estes produtos, especialmente, precisam vir da forma mais rápida possível para não estragar, então o valor do frete fica bem alto”, comentou Pinheiro.