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Preconceito em campanha política é denunciado por líder indígena

Líder Tikuna, eleita vereadora em Amaturá, relata experiência de campanha no 3º Encontro de Mulheres da Floresta 30/11/2012 às 09:45
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A vereadora eleita, Claudia Tikuna, denuncia violência contra a mulher
Mariana Lima ---

A líder indígena Cláudia Tikuna (PSL) assumirá, no dia 1º de janeiro, o cargo de vereadora do Município de Amaturá (a 910 quilômetros de Manaus) com a responsabilidade de defender as lideranças indígenas e os direitos da mulheres em uma Câmara formada por 80% de homens. Sexta colocada na eleição municipal deste ano, Cláudia fez um relato nesta quinta-feira (29), em Manaus, sobre o preconceito que sofreu durante a campanha. E falou da importância da participação feminina nos movimentos sociais.

O testemunho dela foi dado no 3º Encontro de Estudos sobre Mulheres da Floresta (Emflor), no qual Claudia é uma das palestrantes. O encontro, que se encerra hoje, tem como tema Gênero, Etnicidade e Deslocamentos na Amazônia. Desde quarta-feira, os participantes estão reunidos nos espaços da Faculdade de Estudos Sociais (FES) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), diversas lideranças femininas do País, participam do evento cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade.

Eleita vereadora no dia 7 de outubro, com 169 votos, Cláudia Tikuna comemora o início do processo que, acredita, dará fim ao estereótipo da mulher indígena. “Hoje vemos mulheres indígenas estudando em faculdades, contando suas experiências, deixando de ser aquela mulher que vive nas aldeias, que é extremamente retraída e que tem medo de experimentar uma vida nova. Hoje podemos estar no parlamento, em movimentos sociais, discutindo políticas públicas, o papel da mulher, e o que é ser mãe”, disse.

Para a futura parlamentar, as mulheres indígenas têm adotado uma nova forma de se portar frente aos problemas sociais.

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