Publicidade
Manaus
Manaus

Prefeito de Coari (AM) diz que não vai dificultar investigação na prefeitura

Prefeito nega irregularidades em licitações e acusa ex-secretário municipal 11/04/2012 às 15:44
Show 1
As denúncias a que se refere Mitouso foram feitas pelo ex-vereador e ex-secretário de administração do município Evandro Morais ao titular do CaoCrimo, promotor de Justiça Fábio Monteiro
Jornal A Crítica Manaus

O prefeito de Coari (distante 270 quilômetros de Manaus), Arnaldo Mitouso (PMN), disse nessa sexta-feira (24), que não irá criar dificuldades para o trabalho da Coordenadoria de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CaoCrimo), que em março fará diligência no município para apurar denúncias de irregularidades em processos licitatórios da prefeitura.

“Esse tipo de denúncia eu tinha visto no ano passado. Achei que já estava superado”, disse o prefeito.

As denúncias a que se refere Mitouso foram feitas pelo ex-vereador e ex-secretário de administração do município Evandro Morais ao titular do CaoCrimo, promotor de Justiça Fábio Monteiro. O ex-secretário entregou documentos que supostamente comprometem a administração atual de Mitouso.

O prefeito se defende dizendo que quem deveria passar por investigação é o ex-servidor.

“Ele mesmo é que devia ter se denunciado. Eu já dei entrada em vários documentos na promotoria contra ele, por irregularidades que ele cometeu aqui", rebateu o prefeito.

Mitouso disse que o ex-secretário responde a processos na comarca local por ter feito pagamentos irregulares com recurso da Prefeitura para parentes e amigos.

”Fizemos denúncias de pagamentos que ele fez para os filhos dele e outros amigos. Além de várias situações que eu já levei a conhecimento do Ministério Público“, disse.

O titular do CaoCrimo, promotor Fábio Monteiro, disse que espera apenas o envio dos nomes das pessoas envolvidas, pelas promotorias de cada um dos municípios que serão visitados. As diligências em Envira, Maraã, Tapauá, São Paulo de Olivença e Coari devem começar a partir da primeira quinzena de março.

Investigação pode gerar ações judiciais

A Coordenadoria de Combate ao Crime Organizado ficará, em média, duas semanas em cada município. Ao final, um processo será enviado ao procurador-geral do MPE, Francisco Cruz, para, se for o caso, oferecer denúncia à Justiça Estadual ou Federal.