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Prefeito do Amazonas denuncia descaso na Transamazônica

Segundo o prefeito de Apuí (a 455.28 quilômetros de Manaus), Antonio Marcos Maciel Fernandes (PSB), a situação de calamidade está entre a cidade e o município de Humaitá 08/02/2012 às 11:38
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Atolamentos de veículos estão frequentes na região
JOELMA MUNIZ Manaus

O fluxo de veículos e pedestres na BR 230 mais conhecida com Transamazônica, no trecho entre o município de Apuí (a 455.28 quilômetros de Manaus), e Humaitá (a 591,03 quilômetros de Manaus) está praticamente intransitável.

Em denúncia feita à reportagem de Acrítica.com, o prefeito de Apuí, Antonio Marcos Maciel Fernandes (PSB), afirmou que “o período de chuvas tem sido o grande vilão da rodovia, que não tem tido manutenção desde o fim do contrato entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), e a empresa responsável pela manutenção do perímetro CMM-Construtora Meirelhes Mascarenhas LTDA”.

Fernandes lembrou que a rodovia tem sido bastante usada para transportar os materiais para a construção das Usinas Hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio. “Acredito que nem mesmo o governo Federal tenha se dado conta que essa área seria bastante requisitada durante a construção dessas obras. Por lá passam veículos de grande porte, além de linhas de ônibus que precisam realizar a locomoção da população”, disse enfatizando que, quedas de barreiras, pontes, bueiros e abertura de fendas na rodovia são frequentes.

“Há pouco tempo o perímetro localizado próximo a Ponte do Souza Metal ficou interditado. Como não tivemos retorno imediato do Dnit, resolvemos realizar o processo de desobstrução da via, mas a prefeitura não segurará essa situação por muito tempo, já que não temos recurso para tanto. O governo Federal através do Dnit precisa agir para que a população não venha a ser afetada ainda mais”, ressaltou.

O  Dnit-AM divulgou à imprensa a seguinte nota:

A manutenção do trecho da Rodovia BR-230, que vai do km 213 até o km 400, está em fase de licitação para a contratação de nova empresa. O processo licitatório deve encerrar ainda no primeiro semestre de 2012. Enquanto isso, técnicos do Dnit estão no local avaliando a necessidade de contratar obras emergenciais.  

A pavimentação de todo o trecho do Amazonas da BR-230 está planejada e foi incluída no PPA – Plano Plurianual do Governo Federal em 2011, assim como as obras de substituição de 44 pontes de madeira ao longo da estrada que serão trocadas por pontes de concreto.

A pavimentação atualmente passa por estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental realizado pelo Exército Brasileiro. Após a conclusão do estudo a obra será licitada, com recursos de R$ 171 milhões garantidos para a primeira etapa, que deve começar ainda este ano. A previsão de investimentos totais chega a R$ 1,1 bilhão. A conclusão total da estrada (no Estado do Amazonas) está prevista para dezembro de 2016, incluindo a ponte sobre o Rio Madeira, no município de Humaitá, que terá 1.2 km de extensão.