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Prefeitos reelegíveis do interior do Amazonas arrecadam quase meio milhão

Vinte dos 38 prefeitos que declaradamente são candidatos à reeleição no interior do Amazonas não arrecadaram nada para a campanha até agora, segundo dados da primeira prestação de contas parcial disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 08/08/2012 às 16:44
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O demonstrativo de receitas e despesas mostra o que foi arrecadado e gasto pelo candidato à reeleição de Beruri, José Domingos de Oliveira
Ana Carolina Barbosa Manaus

Vinte dos 38 prefeitos que declaradamente são candidatos à reeleição no interior do Amazonas não arrecadaram nada para a campanha até agora, segundo dados da primeira prestação de contas parcial disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dezesseis dos 18 restantes arrecadaram, juntos, quase R$ 450 mil e outros dois não aparecem na lista. O valor equivale a 43% do total declarado até agora pelos prefeituráveis em Manaus.

Entre os detalhes que chamaram a atenção na tabela está o Demonstrativo de Receitas e Despesas do prefeito de Careiro Castanho, Joel Rodrigues Lobo (DEM), que comprometeu R$ 192,5 mil em serviços contratados enquanto sua arrecadação foi bem abaixo disso: R$ 71 mil.

Careiro está localizado a 88 quilômetros de Manaus e o atual prefeito foi o terceiro na ordem dos reelegíveis que mais arrecadaram no interior. Ele ficou atrás apenas do primeiro colocado, o prefeito de Beruri (distante 173 quilômetros da capital), José Domingos de Oliveira (PCdoB) - correligionário da postulante ao cargo de chefe do executivo municipal em Manaus, Vanessa Grazziotin -, que arrecadou mais de R$ 87,7 mil, e do prefeito de Uarini (a 564 quilômetros de Manaus), Francisco Togo Soares (PSD), segundo colocado. Soares arrecadou R$ 82 mil em dinheiro, sem doações de bens e serviços. Ele pertence ao mesmo partido do governador do Amazonas, Omar Aziz.

O prefeito de Beruri teve 77% da arrecadação, o equivalente a R$ 67,7 mil, contabilizados em doações, ou seja, serviços prestados sem pagamento, mas que tiveram a estimativa de valores fornecida ao TSE, como manda a legislação eleitoral. No caso de Careiro, a maior parte do recurso, R$ 61,1%, ou, R$ 43,4 mil, é proveniente de doações. O que menos arrecadou, depois dos que zeraram, foi o prefeito de Autazes, Raimundo Wanderlan Penalber Sampaio (PMDB), que declarou apenas R$ 2 mil fruto de doações.

A maioria dos bens contratados pelos 36 reelegíveis que constam na tabela foi locação de bens, imóveis, veículos, material publicitário e impresso, serviços a especificar e, no caso do prefeito de Japurá (distante 743 quilômetros da capital), Raimundo Guedes dos Santos (PCdoB), em carros de som. Ele arrecadou R$ 49 mil (R$ 33,5 mil em doações) e investiu R$ 4,8 mil no aluguel de carros de som, R$ 9,8 mil em combustível e R$ 4,8 mil em material impresso.

Municípios que não arrecadaram

Os prefeitos candidatos à reeleição que informaram não terem arrecadado nada até o momento são os seguintes: Mário Tomas Litaiff (PMDB), de Alvarães; João Braga Dias (PT), de Amaturá; Sansuray Pereira Xavier (PSDB), de Anori; Antônio Marcos Maciel (PSB), de Apuí; Anete Péres Castro ((PSD), de Atalaia do Norte; José Ribamar Beleza (PMDB), de Barcelos; Antônio Ferreira Lima (PMDB), de Caapiranga; João Ocivaldo Batista (PP), de Canutama; Francisco Costa dos Santos (PSD), de Carauari; Raimundo Nonato da Silva (PMDB), de Careiro da Várzea e Arnaldo Mitouso (PMN), de Coari.

Completam a lista Agnaldo da Paz Dantas (PMDB), de Codajás; Manoel Hélio Alves de Paula (PMDB), de Guajará; José Cidenei Lobo Nascimento (PMDB), de Humaitá; Raimundo Guedes dos Santos (PCdoB), de Japurá; Ângelus Figueira (PV), de Manacapuru; Pedro Garcia (PT), de São Gabriel da Cachoeira; Saul Nunes (PSD), de Tabatinga; Jucimar de Oliveira Veloso (PMDB), de Tefé e Simeão Garcia do nascimento (PSD), de Tonantins.

Não constam na tabela dos que realizaram a prestação de contas os prefeitos de Envira, Rômulo Barbosa Mattos (PPS), e o de Pauini, Maria Barroso da Costa (PMDB). De acordo com o TRE, o acesso aos valores dos que não entregaram a documentação será feito a partir de dados bancários, e a divulgação, via internet.

Durante o período que antecede o pleito haverá ainda mais uma prestação de contas parcial, que deve ocorrer entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro. Depois dela, restará apenas a prestação de contas final, que ocorre 30 dias após o pleito, programado para 4 de outubro. O julgamento das contas ocorre antes da diplomação.