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Prefeitura adere a projeto FM para alunos com deficiência auditiva

O uso de um aparelho auditivo, em FM, permitirá que o aluno com perda auditiva possa ouvir o que a professora ensina em sala de aula, bloqueando os barulhos ao redor.   11/12/2012 às 18:58
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Aluno fazendo uso do aparelho em FM
acritica.com* ---

Um dispositivo que permitirá o melhor aprendizado e comunicação em sala de aula para alunos com deficiência auditiva está sendo disponibilizado pelo Projeto Piloto FM, do Ministério da Educação (MEC), ao qual a Secretaria Municipal de Educação (Semed) aderiu. Nesta segunda-feira, (10), o aparelho foi implantado no aluno Kleberson, do 2º ano do ensino fundamental da escola municipal Nossa Senhora da Paz, bairro da Paz, zona Centro-Oeste de Manaus.

Segundo a  Gerente do Centro Municipal de Educação Especial, Rení Formiga, o Projeto FM é um projeto de pesquisa que teve a adesão da Secretaria Municipal de Educação (Semed). “Com este sistema, esperamos melhores resultados para os alunos com deficiência auditiva. Eles vão implantar o dispositivo  e temos grande esperança para o melhor rendimento do aluno”, disse.

Para o gestor Cristiano Vasconcelos, é um projeto valioso e mais uma ferramenta para a sala de recursos. “O aluno receberá o aparelho e a professora um microfone que facilitará a vida estudantil do mesmo. Dessa forma estaremos praticando a cidadania  que é a meta da nossa secretaria”, afirmou o gestor.

A professora do 2º ano,  Keila Ribeiro Saldanha, acredita que a comunicação do aluno vai melhorar bastante com a implantação do aparelho. “A compreensão e o relacionamento interpessoal do Kleberson já são ótimos, com o aparelho será muito melhor o seu aprendizado”, apostou.

No contraturno (horário em que não está em aulas), Kleberson realiza atividades diferenciadas na Sala de Recursos com a professora Lucélia Moreira. Segundo ela, o trabalho é realizado por meio de imagens, figuras e jogos no computador. “Pelo ouvir as crianças aprendem de forma automática. Com o aparelho o aluno estará em pé de igualdade com os outros colegas, ou seja, seu aprendizado estará em equilíbrio”, destacou a professora. “Acho que o Kleberson aprenderá bastante agora com o aparelho porque a dificuldade dele é exatamente quando precisa ouvir as aulas. Temos que falar em um tom bem mais alto para que ele consiga ouvir. Ele não tinha o aparelho auditivo acredito que com o projeto FM será bem mais fácil”, ressaltou a mãe do aluno, Katleen Marcele (28).

Kleberson estava animado com a implantação do aparelho. Além das aulas pretende usar nos mome ntos de entretenimento. “Acho que será bem legal agora com o aparelho, poderei usar nas aulas e nos jogos do videogame para ouvir melhor!!”, comemorou o aluno.

O fonoaudiólogo do Centro de Soluções Auditivas (CSA), Adan Soares,  explicou aos presentes como vai funcionar o aparelho na escola. “O sistema FM é utilizado na frequência modulada que permite a pessoa que tem a perda auditiva total possa ouvir somente a conversa bloqueando os ruídos  e barulhos ao redor. Nos aparelhos auditivos normais o deficiente ouve tudo ao mesmo tempo e fica difícil para saber o que é barulho e que é a conversa. Com o aparelho FM a fala da professora será em primeiro plano e as demais de forma secundária”, explicou.

O projeto também será implantado nas escolas municipais Dr. Vicente Mendonça Júnior (bairro Grande Vitória, zona Leste) e Percília Nascimento de Souza (Compensa II, zona Oeste) selecionadas pela coordenação do projeto.

Projeto FM

O projeto pretende verificar as contribuições de tecnologia assistiva na promoção de acessibilidade no contexto educacional dos usuários de aparelho de Ampliação Sonora Individual AASI ou Implante Coclear/IC, possíveis de beneficiários do sistema FM.

A ideia é resultado de uma parceria do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE), Centro de Pesquisas Audiológicas/HRAC da Universidade de São Paulo, Academia Brasileira de Audiologia e Secretarias de Educação de Municípios e Estados. O projeto piloto é desenvolvido com a participação de 80 professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e 200 estudantes em todo o país.

* Com informações da assessoria de comunicação