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Manaus
DIAGNÓSTICO

Semsa inaugura dois laboratórios móveis para o diagnóstico da malária

As unidades serão utilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para garantir que as pessoas residentes em novas áreas de expansão habitacional e sem infraestrutura para instalação de laboratórios tenham acesso ao exame e iniciem precocemente o tratamento 25/04/2016 às 17:07
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Os laboratórios itinerantes também estão preparados para o diagnóstico de leischmaniose, feito com o uso da mesma metodologia de investigação para a malária (Foto: Assessoria/ Semsa)
ACRITICA.COM Manaus (AM)

O programa municipal de controle da malária conta agora com duas unidades móveis para realização do diagnóstico da doença. Os veículos, equipados com três microscópios e ambientes para coleta de sangue, análise laboratorial e serviços relacionados ao inquérito epidemiológico, foram entregues pela Prefeitura de Manaus na manhã desta segunda-feira (25) durante a abertura do Dia Mundial de Luta Contra a Malária, 25 de abril.

As unidades serão utilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para garantir que as pessoas residentes em novas áreas de expansão habitacional e sem infraestrutura para instalação de laboratórios tenham acesso ao exame e iniciem precocemente o tratamento.

A entrega oficial das unidades foi feita pelo secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão Neto, abrindo a programação comemorativa à data, que se estenderá até a próxima sexta-feira (29) com exposição itinerante de fotografias que retratam a história da malária e a evolução das medidas de combate na Amazônia, discussões técnicas e intensificação de visitas a comunidades estratégicas, para esclarecimento e busca ativa de pacientes.  Todas as unidades do município irão realizar ações de educação em saúde e diversas blitze serão feitas para distribuição de material explicativo sobre a doença.

Durante a abertura do evento, realizada no auditório da Universidade Paulista (Unip), Homero de Miranda Leão destacou que as unidades irão reforçar as estratégias municipais de prevenção e controle da malária.  “Fazer o diagnóstico e iniciar imediatamente o tratamento significa romper a cadeia de transmissão, uma vez que o mosquito vetor se contamina ao picar uma pessoa infectada pelo Plasmodium, o protozoário causador da malária”.

De acordo com o secretário, as duas unidades móveis irão ampliar a capacidade de realização do diagnóstico da malária na rede de saúde, que atualmente dispõe de 57 unidades, a maior parte delas concentrada nas áreas rural e zona Leste, onde são registrados aproximadamente 90% dos casos da doença. 

As unidades tem autonomia para funcionar até mesmo em locais onde não há rede de energia elétrica, porque estão equipadas com gerador, ar condicionado, frigobar e caixa d’água para garantir que todos os serviços sejam realizados sem interrupção. Os laboratórios itinerantes também estão preparados para o diagnóstico de leischmaniose, feito com o uso da mesma metodologia de investigação para a malária.

Na avaliação do assessor técnico da Semsa, Romeo Rodrigues Fialho, “o controle sustentável da transmissão da malária em Manaus é possível de ser alcançado com a integração e a participação de outros setores do governo, da iniciativa privada e da população”.

Segundo Romeo, neste primeiro quadrimestre foram notificados 3.203 casos da doença, sendo que os registros vêm caindo mês a mês: em janeiro foram 1.336 casos; em fevereiro, 883; e em março, 692. Em 2015, a capital amazonense notificou 8.503 casos da doença.

Homenagem

Ainda durante a abertura da Semana Municipal de Luta Contra a Malária, 14 profissionais foram homenageados pelos serviços prestados no combate à doença. Entre eles estava o aposentado Cícero Fernandes Cavalcante, 77, que atuou durante 30 anos na função. Em 1962 iniciou as atividades na extinta Companhia de Erradicação da Malária (CEM), transformada posteriormente em Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa). “Trabalhei sob chuva e sol em áreas distantes. Muitas noites dormi mal, no próprio barquinho que nos levava, mas nunca peguei malária”, lembra com orgulho.

O evento contou também com exposição de fotos, banners, livros, uniformes e tecnologias aplicadas, que destacaram aspectos históricos da doença na Amazônia, prevenção, tratamento e avanços dos programas municipais de controle.

Os sintomas mais comuns da malária são calafrios, febre alta e dor de cabeça, que geralmente aparecem entre dez e 15 dias após a picada do mosquito. Se não for tratada, a malária pode rapidamente tornar-se um risco de vida.

As pessoas que moram ou visitaram locais de risco para malária, como áreas próximas a florestas e igarapés, principalmente nas zonas Leste e Rural, devem ficar atentas aos sintomas da doença e realizar o exame diagnóstico. Os sintomas mais comuns da malária são calafrios, febre alta e dor de cabeça, que geralmente aparecem entre dez e 15 dias após a picada do mosquito.