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Prefeitura de Manaus e MPE descartam fraude em concurso da Semsa

Com a constatação de que não houve fraude as chances do concurso ser canceladas se tornam quase nulas 05/06/2012 às 19:01
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O concurso quase não foi realizado no último domingo devido a constantes decisões judiciais
Acritica.com Manaus

A prefeitura de Manaus e o Ministério Público do Estado (MPE) concluíram que não houve fraude no concurso para a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realizada no último fim de semana. O pronunciamento foi dado durante coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (5) pelo subprocurador geral do município Marcos Cavalcanti.

Os dois órgãos estiveram durante toda a manhã avaliando possíveis irregularidades na distribuição das provas do certame, o que foi descartado. Segundo a investigação da Prefeitura e do MPE o que houve foi um problema de logística no dia da prova.

“Existe uma comissão no Ministério Público para fazer o acompanhamento e a fiscalização dos concursos públicos, e verificando todas essas que foi apurado, constatamos apenas que houve falha na logística de distribuição das provas. A própria empresa responsável pelo certame, ao perceber que existiam questões iguais nas provas de nível superior e médio, cancelou o concurso da tarde. No ultimo domingo, alguns candidatos ao cargo de laçador, receberam as provas para motorista. Os fiscais ao perceberem o erro, suspenderam imediatamente as provas”, afirmou Marcos Cavalcanti.

Sobre o ressarcimento de despesas demandadas por pessoas de outros estados ou município, o subprocurador disse que ainda não há nenhuma decisão sobre a situação. “Aqueles que tiveram gastos com passagens aéreas, hotel, fizeram boletins de ocorrência e procuraram a defensoria, isso é um caso a parte, que a prefeitura vai discutir analisando cada situação. Entendemos que em caso de ressarcimento, a responsabilidade é da empresa responsável, e não da prefeitura”.

A decisão sobre a data das provas para os candidatos prejudicados deve ser discutida até o final do mês de junho, por conta da legislação eleitoral, que proíbe a homologação de concursos a partir do dia 07 de julho. Caso a decisão não seja adotada até essa data, as provas deverão ser realizadas após as eleições municipais.

Durante a coletiva foi anunciado ainda abertura de um processo disciplinar para apurar eventual falha na gestão do contrato da empresa Cetro Concursos.

Ainda de acordo com o subprocurador, os órgãos não trabalham com a hipótese de o concurso ser anulado, principalmente porque na maioria dos cargos, as provas transcorreram normalmente.

*Com informações da assessoria.