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Prefeitura pode quebrar contrato com a Manaus Ambiental

“Vou dar a minha opinião. Esse contrato foi feito para malandro ganhar dinheiro e não para colocar água na casa da população. Essa cidade que eu herdei é uma cidade esburacada, complicada, onde parece que aconteceu uma guerra”, afirmou o prefeito de Manaus, Artur Neto 24/03/2013 às 15:22
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O prefeito de Manaus Artur Neto esteve no local onde houve o rompimento da adutora, na noite deste sábado (23), no bairro da Compensa
acritica.com Manaus

De acordo com nota enviada pela Secretaria Municipal de Comunicação na manhã deste domingo (24), o prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto afirmou que vai avaliar a possibilidade de quebra de contrato com a concessionária de água Manaus Ambiental. A declaração foi dada na noite deste sábado (23), onde ele estava acompanhado do vice-prefeito Hissa Abrahão, no bairro Compensa 2, zona Oeste, local do rompimento de mais uma adutora.

Arthur disse que está indignado com a situação e que a empresa está prestando um péssimo serviço. “Vou dar a minha opinião. Esse contrato foi feito para malandro ganhar dinheiro e não para colocar água na casa da população. Essa cidade que eu herdei é uma cidade esburacada, complicada, onde parece que aconteceu uma guerra”, afirmou.

O prefeito determinou que, além de pagar os danos materiais de todos os moradores atingidos, a empresa terá que arcar com indenização por danos morais no valor de R$ 2 mil a R$ 3 mil para cada família. Os moradores também não pagarão as contas de água deste mês.

“Eu não quero brincadeira com essas pessoas. O que elas disserem que perderam, a empresa vai ter que pagar. Da primeira vez que ocorreu o rompimento de adutora, alguns moradores reclamaram que fizeram acordos que não foram cumpridos”, disse o prefeito.

A secretária da Semasdh, Goreth Garcia, que também esteve no local, disse que as equipes estão fazendo o cadastro de todas as famílias afetadas para cobrar ressarcimento da concessionária.

O diretor-presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, justificou que mais uma vez ocorreu uma queda de energia que prejudicou o abastecimento e fez com que a adutora não suportasse a pressão e rompesse. “Houve uma queda brusca de energia que afetou as duas estações de tratamento. Os problemas de energia são recorrentes, nada suporta um negócio desses. Mas a Manaus Ambiental vai assumir todas as responsabilidades”