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Presidente da CMM diz que 'auxílio paletó' é compensação

Vereador Isaac Tayah (PSD), defende manutenção da verba no Legislativo Municipal 20/04/2012 às 09:18
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Isaac Tayah enfatiza que vereadores não ganham benefícios trabalhistas
Jornal A Crítica Manaus

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Isaac Tayah (PDT), afirmou nessa quinta-feira (19), que o ‘auxílio paletó’ é uma forma de compensação para os vereadores. “Uma que os parlamentares da Casa não têm direito a benefícios trabalhistas, como o próprio 13º salário e férias”, disse Tayah por meio de nota enviada a A CRÍTICA.

A declaração de Isaac Tayah foi motivada por matéria publicada ontem sobre o bate-boca protagonizado por ele e pelo vereador Mário Frota (PSDB), na sessão plenária da quarta-feira, a respeito do andamento do projeto que pede o fim do ‘auxílio paletó na CMM. “É errado afirmar que o que está sendo proposto é a extinção do 14º salário dos vereadores uma vez que estes não recebem sequer o 13º salário”, explica o presidente.

Segundo ele, a ajuda é uma compensação aos parlamentares que são privados de benefícios trabalhistas. “O caso da CMM, portanto, é excepcional e talvez único entre as Casas Legislativa brasileiras”, enfatiza.

Isaac Tayah voltou a colocar sob suspeita a intensão de Mário Frota, autor da proposta que quer acabar com o auxílio. “Tenhos respeito pelo vereador Mário Frota, mas concordo com a maioria dos colegas, que o questionam por apresentar somente agora, às vésperas da eleição, projeto propondo o fim da ajuda de custo. Ele passou quatro ano recebendo o benefício e só agora propõe sua extinção”, disse.

O presidente reafirmou que só vai apresentar o projeto ao plenário depois das eleições. “Não tenho problema algum em colocar a matéria em pauta para julgamento do plenário, nem posso prever o resultado da votação, mas não tomarei essa atitude para beneficiar ou prejudicar eleitoralmente A ou B. Não haverá prejuízo algum para a população se este projeto for colocado em pauta após as eleições, já que até lá não será paga nenhuma parcela do benefício”, disse Isaac Tayah.

“Ditador”

Na quarta-feira (18), ele foi acusado, por Mário Frota, de ditador por impedir a matéria de ser votada em plenário. Frota também lembrou que Tayah só chegou à presidência porque ele desistiu de concorrer. “Não posso, em nome de suposta gratidão, prejudicar ou ajudar este e aquele vereador. Afirmei após a eleição que sou presidente dos 37 vereadores. Ademais seria estranho, se àquela altura o vereador Mário Frota traísse seus companheiros de oposição e o grupo a que eles se uniu para atender a uma demanda de quem ele sempre combateu”, afirmou o presidente.