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Presidente da CMM muda versão sobre fraude em salários de ex-diretores da Casa

Presidente da CMM diz que lei aprovada pela Casa criou possibilidade de aumento salarial de ex-diretores 05/04/2012 às 07:54
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Isaac Tayah voltou atrás no discurso de que o aumento era irregular e admitiu que o texto da lei não era claro
Jornal A Crítica Manaus

Um dia após o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) divulgar a existência fraude no aumento do salário de ex-diretores da Casa Legislativa, os vereadores anularam a lei 294/2011 que permitiu o reajuste. Nessa quarta-feira (4), Tayah voltou atrás no discurso de que o aumento era irregular e admitiu que o texto da lei não era claro.

De acordo com matéria publicada no site da CMM a questão ainda causou polêmica. A vereadora Lúcia Antony (PCdoB), por exemplo, votou contra a anulação da lei 294/2011 alegando que não havia tido tempo hábil para analisar a mudança. A vereadora criticou a falta de isonomia para conceder aumento no salário para funcionários da Câmara.

O imbróglio no caso do aumento da folha de pagamento da CMM começou em novembro do ano passado, quando a Casa aprovou a lei 294/2011 equiparando o salário dos diretores da Casa ao de secretários da Prefeitura. O “gatilho”, por conta da lei nº 81/2002 (que trata sobre incorporações a salário de ex-diretores), fez com que servidores que ocuparam cargos de confiança também fossem beneficiados com “altos salários”.

Com a mudança, o aumento no salário de comissionados não vai implicar no aumento do salário dos servidores de carreira.

Apesar de toda essa confusão, nessa quarta, os vereadores aprovaram mais aumento para o alto escalão da Casa. De acordo com matéria publicada no site da CMM, na sessão de ontem, os parlamentares aumentaram o valor de 70 UFM´s à gratificação dos procuradores efetivos em exercício.

Falta transparência

“Votei contra porque não tive acesso aos dois projetos. Faltou transparência na tramitação dos projetos”, declarou a vereadora Lúcia Antony na sessão dessa quarta-feira. A CMM instaurou, por determinação da presidência, sindicância para investigar os R$ 170 mil pagos para servidores efetivos beneficiados pelo “gatilho”. Os valores pagos aos comissionados ficam de fora das investigações.