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Presidente das cooperativas do transporte executivo contesta decisão da Prefeitura de Manaus

A decisão da Prefeitura de Manaus não é bem vinda para os trabalhadores do executivo que, segundo a presidente da Federação das Cooperativas do Transporte Executivo de Manaus (Fecootram), Walderizia Carvalho, não foram avisados sobre a mudança. A categoria ameaça reivindicar 01/08/2012 às 14:40
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Cerca de 200 ônibus executivos foram estacionados em frente a prefeitura durante protesto
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

A ‘novela’ do transporte público de Manaus terá novos capítulos. Representantes do transporte executivo da capital contestam a decisão da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), de limitar o tráfego de microônibus pela rota do Terminal de Ônibus da Matriz, no Centro de Manaus.  A novidade gerou polêmica, e é considerada uma ameaça para a categoria, que diz amargar prejuízos.  

A decisão da prefeitura não é bem vinda para os trabalhadores do executivo que, segundo a presidente da Federação das Cooperativas do Transporte Executivo de Manaus (Fecootram), Walderizia Carvalho, não foram avisados sobre a mudança, no caso da liberação do itinerário, que antes usufruíam, normalmente.

Walderizia afirma que no dia 16 de julho deste ano, a direção da SMTU emitiu um documento para a Fecootram, no qual era proposto que os microônibus seguissem pela Avenida Sete de Setembro no Centro de Manaus, até ser feita a liberação do Terminal da Matriz. "Não sabemos porque mudou. É um desrespeito com o usuário que paga uma tarifa diferenciada. Esse modal sempre trafegou no Centro, desde 2006".

“Estamos abertos para diálogo, mas se não haver soluções, vamos reivindicar nossos direitos. Nós não fomos informados em nenhum momento, que não estávamos incluídos na liberação. Nós temos autorização para rodar no centro. Se não somos licitados, a culpa não é nossa”, diz Carvalho.

A presidente da Fecootram acrescenta que, os cerca de, 248 motoristas de microônibus que estão atuando na capital, acumulam prejuízos por conta da interdição do centro, sofrida pelos trabalhadores. “São prestações de aluguel dos veículos atrasadas, geradas pela diminuição de passageiros”, afirma. “A verdade é que a prefeitura quer acabar com o transporte executivo”, completa.

Na manhã desta quarta-feira (1/8) representantes da categoria foram à Câmara Municipal de Manaus (CMM) apresentar as reivindicações aos parlamentares.  

Decisão

A Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) liberou, nesta terça-feira (31/6), o itinerário nos trechos das ruas que foram interditadas por conta da cheia histórica do Rio Negro. A restrição é para os ônibus do transporte convencional do sistema. A previsão é que 861 ônibus passem pelo terminal de ônibus da Matriz, todos os dias, mesmo com situação precária. A PMM alega que uma avaliação técnica da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf) aponta viabilidade para o tráfego de ônibus do transporte de massa.