Publicidade
Manaus
Manaus

Previsão de cheia no Amazonas é reforçada pelo CPRM

O último relatório hidrológico do CPRM revelou que o nível do rio Negro, ontem, em Manaus, está 21 centímetros acima da marca registrada no mesmo período de 2009 quando houve a maior cheia dos últimos 110 anos, no Amazonas, com a marca de 29,77 metros 07/04/2012 às 09:30
Show 1
Cheia na calha do Juruá
Florência Mesquita Manaus

Novas medições feitas pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) reforçam a previsão de grande cheia no Estado do Amazonas e a possibilidade de mais municípios serem castigados pela subida dos rios.

O último relatório hidrológico do CPRM revelou que o nível do rio Negro, ontem, em Manaus, está 21 centímetros acima da marca registrada no mesmo período de 2009 quando houve a maior cheia dos últimos 110 anos, no Amazonas, com a marca de 29,77 metros. No Município de Tabatinga (a 1.106 quilômetros de Manaus), o nível da água na bacia do Solimões ultrapassou a cota de emergência e está 46 centímetros abaixo da cheia histórica. Acima da marca Na estação de monitoramento de Itapéua e Careiro, os níveis estão 30 e 16 centímetros, respectivamente, acima da marca registrada na mesma data em 2009.

Conforme o CRPM os próximos alertas de cheia serão divulgados nos dias 30 de abril e 31 de maio. Atualmente, 11 municípios estão em situação de emergência e 27.599 famílias já foram atingidas pela enchente, segundo dados do Subcomando de Ações de Defesa Civil (Subcomadec). Outros oito municípios também devem decretar estado de alerta. Os municípios que enfrentam a situação mais crítica são Anamã, Barreirinha, Caapiranga e Careiro da Várzea.

Alertas

O primeiro de uma série de três alertas de cheia divulgados na última segunda-feira, 2, pelo CPRM, aponta que o rio deve registrar uma cota de 29,51 metros este ano. A estimativa do órgão era de que outra grande cheia fosse registrada apenas em 2019.

Caso se confirme, esta cheia será a quarta maior da história. A primeira continua sendo a de 2009, com 29,77 que superou o recorde anterior de 29,69 metros registrado em 1953. Conforme o gerente de recursos hídricos do órgão, Daniel Oliveira, estudos de monitoramento de cheia mostram que em 100 anos 76% delas ocorreram em junho, 18% em junho e, apenas, 6% em maio.

Enquanto em algumas áreas do Estado o nível do rio já superou ou está prestes a ultrapassar o limite da cota de emergência, em outras a situação permanece normal para o período. Em Boca do Acre, por exemplo (a 1.028 quilômetros da capital), a bacia do Purus está com a cota de 5,28 metros abaixo do nível máximo registrado este ano. Já em São Gabriel da Cachoeira (a 851 quilômetros de Manaus), a bacia do rio Negro registra 1,92 metro acima da marca registrada na mesma data em 2002, ano da maior cheia na estação.

Parintins e Humaitá também apresentam níveis inferiores com três e 28 centímetros, respectivamente, aos registrados nas cheias históricas nos anos de 2009 e 1993. A situação se repete na bacia do rio Madeira onde o Município de Humaitá está com o nível da água 28 centímetros abaixo do volume registrado na mesma data de 2011.