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Primeira loja maçônica no Amazonas completa 140 anos

A loja maçônica Esperança e Porvir ainda preserva em sua sede alguns documentos e ilustrações de momentos da história em que maçons tiveram participação política 15/10/2012 às 09:19
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Presidente da Loja maçônica Esperaça e Porvir, Tufi Salim Jorge Filho, diz que entidade protagonizou acontecimentos históricos
Luana Ribeiro Manaus, Am

A primeira loja maçônica do Estado do Amazonas completa 140 anos de atividades neste mês. A sede, fundada em outubro de 1872 na rua Bernardo Ramos, no Centro de Manaus, até hoje é local de encontro dos membros da entidade.

 “Esse é um aniversário histórico. A loja é mais antiga até que o Teatro Amazonas”, disse o atual presidente, no Amazonas, da loja maçônica Esperança e Porvir nº 1, Tufi Salim Jorge Filho.

De acordo o Presidente, o responsável pela implantação da maçonaria no Estado foi o general João do Rego Barros Falcão. “Ele foi um dos vencedores da Guerra do Paraguai e veio para o Amazonas cumprir uma missão. Ficou algum tempo por aqui e ajudou a fundar a loja, que no início era bem pequena e depois crescendo. Hoje, ela é considerada patrimônio histórico e cultural do Estado”, afirmou.

Documentos

A loja maçônica Esperança e Porvir ainda preserva em sua sede alguns documentos e ilustrações de momentos da história em que maçons tiveram participação política. “Muito de nossos irmãos atuaram em movimentos abolicionistas. Mesmo antes da abolição da escravatura, alguns compravam cartas de alforria para libertar escravos e dificultavam a entrada de alguns no território amazonense”, contou.

 “Outro momento importante que os documentos registram foi a presença dos presidentes Floriano Peixoto e Marechal Deodoro da Fonseca na loja em Manaus. O próprio governador do Amazonas, Eduardo Ribeiro, era também maçon”, afirmou.

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