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Proama precisará de mais R$ 30 milhões para funcionar, diz presidente da Manaus Ambiental

Segundo o presidente da empresa Manaus Ambiental, a estrutura construída para o Proama é de boa qualidade. Mas, é preciso fazer a interligação com o sistema atual para que a água chegue até as torneiras da população  04/09/2012 às 15:02
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Alexandre Bianchini Diretor da Manaus Ambiental
Leandro Tapajós Manaus

Mesmo com o lançamento realizado no ano de 2008, o Programa Água Para Manaus (Proama) não funciona de fato até hoje. Para que a água, já presente em reservatórios distribuídos pela cidade, chegue até a população das Zonas Norte e Leste será preciso o investimento de mais R$ 30 milhões, que será feito pela própria concessionária.

De acordo com a Manaus Ambiental, a estrutura a ser usada pelo Proama é de boa qualidade, mas para que ele funcione é preciso fazer a interligação com o sistema existente na cidade.

Segundo o diretor-presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini,  R$ 30 milhões é o valor necessário para que seja feita a interligação do Proama com o sistema atual.  

 “Já estamos com pessoal preparado para assumir o sistema e começar a trabalhar nele. Mas, pra isso é preciso refazer anéis, as interligações. Para isso será necessário esse investimento”, assegura.

O diretor-presidente avalia que do ponto de vista técnico o Proama já poderia estar em funcionamento. Segundo ele, as obras do Programa Água Para Manaus estão “muito bem feitas e foi empregada tecnologia de ponta na construção. O sistema está praticamente pronto para se utilizar”.

Um dos cinco reservatórios construídos para o sistema, localizado no bairro Nova Floresta, foi ativado pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (3). Mas, é preciso que os moradores se desloquem até o local para coletar água.

Impasse entre poderes

Bianchini diz ainda que – diferente do que já foi veiculado – a Manaus Ambiental não participa diretamente das negociações sobre o novo sistema de captação e tratamento de água, que tem a finalidade de ampliar e melhorar o abastecimento nas Zonas Norte e Leste. “Não há problema nenhum de assumirmos o Proama. Estamos só aguardando a negociação entre o Prefeitura e o Estado. Para que a gente possa passar a operar é preciso que o Proama seja repassado ao Município. Não temos conhecimento de como anda a negociação”, disse.