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Produtores caribenhos de banana buscam tecnologia desenvolvida pela Embrapa no Amazonas

Os produtores caribenhos vão visitar duas áreas de produtores no Amazonas que utilizam essa técnica da Embrapa, nos dias 13 e 14 de março 13/03/2012 às 13:30
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Banana pacovã tem boa produção no Amazonas e já começa a ser exportada para outros países
acritica.com ---

Produtores de banana das ilhas Martinica e Guadalupe, ambas de território francês no Caribe, vêm a Manaus conhecer tecnologia desenvolvida pela Embrapa no Amazonas, para reduzir uso de agrotóxicos na produção de banana.

O principal interesse é conhecer a técnica de controle químico da doença sigatoka negra por meio da aplicação de fungicidas em menor quantidade e em locais específicos da bananeira.

Com essa finalidade os produtores caribenhos participam de atividades de capacitação realizadas pela Embrapa, no Amazonas, nos dias 13 e 14 de março.

Redução

O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Luadir Gasparotto, explica que existe uma preocupação mundial com o uso de agrotóxicos, como fungicidas, nematicidas e inseticidas para controle de pragas na cultura da bananeira.

Alguns países da América Central que se destacam na produção de banana para exportação chegam a aplicar mais de 70 pulverizações por ano contra a sigatoka negra.

Com a técnica desenvolvida pela Embrapa é possível reduzir para três aplicações por ano e isso traz vantagens ambientais e econômicas em relação à aplicação aérea ou terrestre com pulverizadores, explica o pesquisador.

Técnica

Os produtores de banana das ilhas Martinica e Guadalupe que procuraram a Embrapa têm interesse em utilizar a técnica em bananas do tipo Cavendish.

No Brasil, a técnica de aplicação de fungicida na axila foliar da bananeira vem sendo adotada por produtores de banana do subgrupo terra (que inclui a pacovã), pois este tipo de banana não tem ainda variedades com resistência à sigatoka negra.

Alguns produtores do interior do Amazonas e de outros estados como Pará, Goiás, São Paulo, Acre e Paraná já utilizam a aplicação de fungicida na axila foliar.

Para o controle da sigatoka negra em plantios de banana do tipo prata ou para ocupar o espaço deixado pela banana maçã, a Embrapa tem desenvolvido cultivares com resistência genética à sigatoka negra e outras doenças da bananeira, o que evita a aplicação de agrotóxicos. Uma dessas cultivares resistentes às doenças é a BRS Conquista.

De acordo com os pesquisadores da Embrapa que desenvolveram a técnica de aplicação de fungicida na axila foliar da bananeira, uma das vantagens é a maior eficiência no controle da sigatoka-negra com redução significativa do número de aplicações.

A técnica também evita a contaminação ambiental, pois o fungicida é colocado diretamente na planta, com o auxílio de um instrumento adaptado, não havendo problemas de deriva (desvio do produto pelo vento).

Outra vantagem é que a técnica traz maior segurança ao operário que aplica o fungicida, pois a pessoa não fica exposta ao produto reduzindo o risco de intoxicações. Também foram feitas avaliações químicas nos frutos e não foram encontrados resíduos dos produtos nos frutos.

Capacitação

Na programação da capacitação serão apresentadas informações sobre controle da doença sigatoka negra e instruções sobre o instrumento para aplicação do fungicida, que não é vendido no mercado, pois é uma adaptação de materiais, que inclui uma seringa de uso veterinário acoplada com uma mangueira de silicone e um cano metálico curvado.

A técnica é de fácil acesso aos pequenos produtores. Os produtores caribenhos vão visitar duas áreas de produtores no Amazonas que utilizam essa técnica da Embrapa, nos dias 13 e 14 de março. Uma propriedade está localizada em várzea e outra em terra firme.