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Professores da Ufam aprovam indicativo de greve para 15 de maio

Durante a AG, os docentes decidiram ainda pela formação de um Comando Local de Mobilização, com intuito de sensibilizar professores de todas as unidades acadêmicas da Ufam sobre as reivindicações da categoria junto ao governo, entre elas a constituição de uma carreira única 20/04/2012 às 10:41
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As deliberações tomadas na AG desta quinta-feira serão apresentadas na reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), que acontece em Brasília nos dias 21 e 22 de abril
acritica.com Manaus

Professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovaram indicativo de greve para o dia 15 de maio. A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira (19), em Assembleia Geral (AG), na sede da Associação dos Docentes da Ufam (Adua) e segue proposta de data indicada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), para todas as universidades federais do país.

Durante a AG, os docentes decidiram ainda pela formação de um Comando Local de Mobilização, com intuito de sensibilizar professores de todas as unidades acadêmicas da Ufam sobre as reivindicações da categoria junto ao governo, entre elas a constituição de uma carreira única.

“A luta pela reestruturação da carreira é o carro chefe que definirá se entraremos em greve ou não, pois é nossa reivindicação básica. Para o governo, não há carreira única”, afirmou o presidente da Adua, Antônio Neto.

Neto lembrou a proposta apresentada e aprovada no 31º Congresso do Andes-SN, realizado em Manaus, no mês de janeiro. “A proposta dá conta de uma só classe dividida em 13 níveis e ela gera níveis salariais compatíveis ao que acreditamos ser justo”, sumarizou. O

presidente da Adua também frisou que o processo de mobilização que poderá levar a uma greve em maio é parte de um plano maior que vem se desenrolando desde que os representantes docentes iniciaram a negociação junto ao Ministério do Planejamento em 2011.

Os participantes da Assembleia ainda fizeram questão de sustentar o posicionamento pelo indicativo de greve. “Sem organização de luta, acabaremos ludibriados pelo governo”, disse o professor Aloysio Nogueira.

“Estamos num momento de vida extremamente administrada, que tem a ver com o produtivismo dentro da universidade. O resultado disso é o adoecimento docente e os casos de assédio moral. Isso nos faz pensar se queremos mesmo nos prender a essa malha administrativa ou se vamos nos unir ao sindicato e lutar contra a perda de direitos”, destacou o professor Luis Fernando Santos.

 Para o professor Antonio José Vale da Costa, é necessário ampliar o debate sobre o assunto à população. “Precisamos também nos ordenar para que as pautas discutidas aqui circulem nos meios de comunicação e, por conseguinte, para toda a sociedade”, afirmou.

Objetivo é, cada vez mais, ganhar apoio da população quando entra em pauta um assunto tão importante como o investimento em educação.

 Por isso, o vice-presidente da Regional Norte I do Andes-SN, professor Jacob Paiva, expôs a necessidade de fortalecer a luta pela aplicação imediata dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação Pública, pois se põe em pauta hoje a aplicação de verbas advindas do pré-sal para o setor, proposta ainda não discutida pela base do movimento docente.

 Estratégias de mobilização

 Ao final da Assembleia, vários professores se apresentaram voluntariamente para fazer parte do Comitê de Mobilização, que organizará as ações previstas para a paralisação nacional dos servidores públicos, programada para o dia 25 de abril, e também para o indicativo de greve. Ao todo, 12 docentes farão parte desse grupo, que se reunirá nesta sexta-feira, na sede da Adua, para intensificar o processo de mobilização.

No último dia 13, professores do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), Faculdade de Educação (Faced) e Faculdade de Estudos Sociais (FES) iniciaram a etapa de assembleias setoriais, visando chamar a atenção da comunidade acadêmica para a necessidade de lutar por melhorias na infraestrutura da Ufam e nas condições de trabalho.

Falta de espaço físico adequado, escassez no acervo das bibliotecas e carência de equipamentos para as aulas, além do déficit de recursos humanos na instituição foram apenas alguns dos problemas citados.

As deliberações tomadas nol encontro desta quinta-feira serão apresentadas na reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), que acontece em Brasília nos dias 21 e 22 de abril.