Publicidade
Manaus
EDUCAÇÃO

Professores fazem novo ato por melhores salários, escolas e transparência do Fundeb

Eles foram até a Praça da Polícia exigindo participação na gestão de verbas municipais para a Educação e nos recursos do fundo 11/10/2017 às 13:18 - Atualizado em 11/10/2017 às 13:20
Show 173824cb d959 436b a5e6 561e93a17581
Foto: Winnetou Almeida
Vinicius Leal Manaus (AM)

Professores e pedagogos da rede municipal de ensino fizeram mais um ato pedindo melhorias salariais, nas estruturas das escolas e mais transparência no uso dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) no município de Manaus. Eles foram até a Praça da Polícia, no Centro da capital, exigindo participação na gestão de verbas municipais para a Educação e nos recursos do Fundeb.

“Viemos até aqui para mostrar a real situação da escola pública, não só de Manaus, mas também do Estado. Uma escola pública diferente da qual o prefeito de Manaus apresenta por aí, de escolas públicas sem esgoto funcionando, que não têm rede elétrica e uma rede hidráulica e muito menos internet, uma escola pública com merenda escolar insuficiente, que não é regionalizada, que não passa de três a quatro bolachas, kisuco (suco artificial) e arroz doce”, disse a professora Gleice Oliveira, 57.

O grupo de educadores utilizou cartazes e um carro de som para manifestar. “Para nós o que chama atenção é a discrepância entre as verbas que são ditas que são aplicadas na Educação e a realidade nas escolas. Como, quando e onde o dinheiro da Educação e do Fundeb são aplicados? O que nós vemos é uma escola sendo descuidada e destruída. O que há de qualidade nessas são os professores. Mas a prefeitura não cumpre com os prazos de ascensão funcional, ou seja, não há um plano de cargos, carreiras e salários que valorize o profissional”, completou Gleice.

Uma das reivindicações deles é o pagamento da sobra do Fundeb de 2016 que deveria ser repassada aos professores em forma de abono, como já fez o Governo do Estado e algumas prefeituras do interior. “Viemos aqui reivindicar que o governo faça o rateio do Fundeb, que é uma sobra de 2016, paga em forma de abono e que também paguem a data-base, que é o reajuste salarial da categoria com base na inflação dos últimos 12 meses, e também que nos paguem o retroativo das progressões salariais congeladas nos últimos cinco anos. É uma dívida conosco”, reforçou o professor Gilberto Vasconcelos, 50.

Outras manifestações

No mês de setembro, o grupo de professores e pedagogos realizou outras manifestações em Manaus exigindo melhorias de salários, nas escolas e transparência no uso dos recursos do Fundeb. Eles já fizeram ato em frente à sede da Semed, em frente à sede da Prefeitura de Manaus – quando foram reunidos cerca de cinco mil educadores – e também em frente à Câmara Municipal de Manaus, quando pediram uma CPI para investigar o destino de R$ 109 milhões de adicional do Fundeb. No último dia 18 de setembro, o prefeito Artur Neto chegou a anunciar o pagamento da progressão, reenquadramento e outros benefícios aos professores.

Fundeb pagando contratos

Na manhã de hoje, o Portal A Crítica noticiou o uso de R$ 98,2 milhões do Fundeb pela Semed, no mês de julho. para bancar o pagamento de empresas prestadoras de serviços para a rede municipal de ensino. No mesmo mês, segundo reportagem, a União repassou R$ 109 milhões de sobras do Fundeb referentes ao ano de 2016 para a Prefeitura de Manaus. Tal valor, segundo os educadores, deveria ter sido distribuído sob a forma de abono para profissionais da educação.

LEIA MAIS

Prefeitura de Manaus usa R$ 98 milhões do Fundeb para pagar contratos de serviço

Professores voltam a protestar em frente a CMM e pedem exoneração de secretária