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Professores realizam “arrastões” da greve na Universidade Federal do Amazonas

O presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), Antônio Neto, ressaltou que a greve deflagrada pela categoria não é pautada apenas pela reivindicação salarial 22/05/2012 às 09:22
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O “arrastão dos professores” passou por salas de aula da unidade acadêmica e também da Faculdade Direito, motivando alunos a aderirem à causa da categoria
acritica.com Manaus

Os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que estão em greve por tempo indeterminado, realizaram na tarde desta segunda-feira (21) “arrastões” para mobilizar as unidades acadêmicas que ainda não aderiram à paralisação. A ação faz parte do atual calendário do movimento paredista, com atividades previstas para ocorrerem até sábado (26), nos turnos matutino, vespertino e noturno. A programação, discutida e aprovada na última sexta-feira (18), foi divulgada pelo Comando Local de Greve (CLG), durante Assembleia Geral (AG) desta segunda (21).

Em visita ao Instituto de Ciências Exatas (ICE), onde ainda há resistência do corpo docente à paralisação dos professores da Ufam, o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), Antônio Neto, ressaltou que a greve deflagrada pela categoria não é pautada apenas pela reivindicação salarial.

“O que está em jogo é a nossa carreira e como podemos superar esta questão perniciosa da produtividade hoje nas Universidades, que estimula a concorrência entre os colegas e corrobora para o adoecimento docente”, disse Neto, referindo-se às condições impostas pelo Ministério da Educação (MEC) para o trabalho acadêmico. “Por isso, conclamamos a todos a mostrar a nossa força ir à luta”, completou.

Pauta estudantil
Além da reunião com lideranças do ICE, o “arrastão dos professores” passou ainda por salas de aula dessa unidade acadêmica e também da Faculdade Direito, motivando alunos a aderirem à causa da categoria e ainda a elencarem suas próprias pautas, com intuito de lutarem também por melhorias para o ensino.

“Esse laboratório de Química é um crime! Não há condições mínimas para funcionamento, muito menos para a segurança de vocês”, disse o vice-diretor da Faculdade de Tecnologia (FT), Nilson Barreiros, durante abordagem do CLG a alunos do 1º período do curso de Química.

Já no Centro Acadêmico de Direito, o CLG explicou as motivações da greve nacional e ainda se comprometeu a participar da próxima assembleia dos estudantes do curso. Entretanto, o Comando sugeriu ser informado dos próximos encontros, para que o trabalho de convencimento se estabeleça.