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Professores votam pela suspensão da greve da Ufam

Foram 12o votos a favor da suspensão e 27 contra 12/09/2012 às 18:32
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Greve deixa corredores da Ufam vazios
Ana Carolina Barbosa Manaus

A greve dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que completa hoje 118 dias, será suspensa no próximo dia 17. A decisão é fruto de assembléia geral ocorrida nesta quarta-feira (12/09), no auditório Eulálio Chaves, no setor sul do Campus Universitário. Foram 120 votos a favor da suspensão, 27 contrários e quatro abstenções. Os trabalhos devem ser retomados no próximo dia 17, informou a assessoria da Associação dos Docentes da Ufam (Adua).

A assessoria da Adua informou, ainda, que trata-se de uma suspensão unificada e que a decisão das assembleias gerais que ocorrem até a próxima sexta-feira nos demais estados brasileiros, seja ela pela continuidade ou pelo fim da greve, também será adotada pelos professores do Amazonas. O resultado será divulgado pelo Comando Nacional de Greve neste domingo.

A adesão no Amazonas foi de 100% dos professores e a paralisação foi a mais longa da história da instituição de ensino. Antes da decisão, já havia um indicativo de suspensão do movimento grevista durante as assembleias setoriais ocorridas na Ufam.

Durante o encontro, os docentes avaliaram o quadro nacional do movimento paredista e, em seguida, deliberaram sobre a proposta de suspensão unificada da paralisação, encaminhada pelo Comando Nacional de Greve. Na última rodada de AGs, realizada no período de 3 a 6 de setembro em todo o país, as seções sindicais aprovaram a continuidade da greve.

Foram 17 votos pela manutenção, entre eles a decisão tomada pelos professores da Ufam, 13 votos pela suspensão unificada e nenhuma abstenção.

Segundo informações do 2º tesoureiro da Adua, Luiz Fábio Paiva, a suspensão significa voltar a dar aula, mas manter o estado de alerta e de mobilização para que a categoria continue na luta pela reestruturação da carreira e da melhoria das condições de trabalho.  

Assembleias setoriais 

A discussão sobre o curso do movimento paredista voltou a ser destaque em assembleias setoriais realizadas nesta segunda (10) e terça-feira (11) em várias unidades acadêmicas da Ufam. Os professores dos Institutos de Ciências Humanas e Letras (ICHL), de Ciências Biológicas (ICB), de Ciências Exatas (ICE), das Faculdades de Ciências Agrárias (FCA), de Educação (Faced), de Psicologia (Fapsi) e da Escola de Enfermagem de Manaus (EEM) apresentaram o resultado dos debates na AG na assembléia de hoje.

Os cinco campi da Ufam no interior do Estado também realizam AGs até esta quinta-feira (13). Em Itacoatiara, os docentes votaram, na tarde desta terça (11), pela continuidade da greve. Foram 16 votos a favor, cinco contrários e quatro abstenções. Já as demais unidades aguardam as definições da reunião na capital para realizar as assembleias. Coari e Benjamin Constant organizam a AG na quinta-feira (13). Humaitá ainda não definiu a data do encontro.

Contra PL

Na assembléia ocorrida hoje, os professores também votaram contra o Projeto de Lei 4368/12, do Poder Executivo, que reestrutura o plano de carreiras e cargos do magistério federal, estabelecendo novas regras de ingresso, requisitos para desenvolvimento e remuneração. O PL está sob a análise da Câmara dos Deputados para ser votado em seguida.

O texto, se aprovado, atingira profissionais da educação básica, superior, profissionalizante e tecnológica da rede federal de ensino. Ele prevê, por exemplo, reajuste salarial entre 25% e 40% em relação a março deste ano aos professores das entidades federais. A concessão dos valores nos contracheques ocorrerá em três parcelas, sendo 40% em 2013, 30% em 2014 e 30% em 2015. O texto antecipa de julho para março de cada ano a vigência dos reajustes.


Com informações da assessoria.