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Manaus
Cotidiano, Homenagem, CMM, Marcelo Dutra, Semmas

Progresso na gestão ambiental marca o discurso de secretário em homenagem na CMM

Titular da Semmas Marcelo Dutra alertou alertou para a necessidade de fortalecimento da instituição e de manutenção das ações de controle e monitoramento ambiental, em Manaus 23/11/2012 às 11:48
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Secretário Marcelo Dutra destacou a importância da gestão ambiental durante a homenagem
acritica.com Manaus

O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, recebeu na manhã dessa quinta-feira (22), o Diploma de Cidadão de Manaus, proposto pelo vereador Homero de Miranda Leão, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido por ele à frente da gestão ambiental do município.

Marcelo agradeceu, emocionado, a homenagem – aprovada por unanimidade pelos vereadores da Casa – e alertou para a necessidade de fortalecimento da instituição e de manutenção das ações de controle e monitoramento ambiental, desencadeadas durante sua gestão, que impediram , por exemplo, o surgimento de novos bairros na cidade a partir da prática da invasão nos últimos quatro anos.

O secretário destacou que os vereadores deverão trabalhar para que não haja um retrocesso na política de gestão ambiental de Manaus e que a maior obra que os futuros prefeitos deverão realizar é o trabalho de mudança de comportamento da população em relação às causas da cidade.

“Aos vereadores peço que não permitam qualquer tipo de retroabilidade nem enfraquecimento. É preciso que a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade se mantenha como patrimônio da prefeitura e da cidade de Manaus”, disse Dutra.

Em tom de desabafo, ele fez um comparativo entre o que acontece em Manaus e na cidade do Rio de Janeiro. Há três meses, ele participou em Brasília de uma reunião com o ministro Aldo Rebelo, dos Esportes, sobre os investimentos a serem realizados pelas cidades-sedes da Copa do Mundo 2014.

“O Rio de Janeiro apresentou os projetos que receberão R$ 26 bilhões de investimentos do Governo Federal e mostrou que na área portuária da cidade uma parte já foi cedida para a construção de um conglomerado hoteleiro, outra para um centro de convenções e na parte do elevado uma joint venture instalará um grande parque de eventos, que chegará até os armazéns e à cidade do samba”.

Referindo-se às duas realidades, Marcelo fez o comparativo entre as diferentes formas de tratamento dadas à causa pública nas duas cidades. Ele destacou que no caso do Rio de Janeiro, já foram iniciadas as escavações e no meio delas descobertos sítios arqueológicos, que já estão sendo licitados para projetos de desenvolvimento turístico, e continuam escavando.

“Enquanto em Manaus,  não se permitiu que fosse feita a retirada dos camelôs das ruas e a transferência deles para o local onde estão desde minha infância contêineres isolados por um muro. Não vi isso repercutir nas mídias, houve um bloqueio do desenvolvimento da cidade, à retirada dos camelos para a dignidade deles próprios,  e não houve o envolvimento dos 2 milhões de habitantes da cidade em favor dessa causa”, admitiu, reforçando a necessidade de mudança de comportamento.

Em relação à gestão ambiental, Marcelo Dutra ressaltou  os desafios enfrentados a partir de 2009 e os que estão por vir.

Como novos desafios, ele citou a instalação da central de produção de mudas, uma central de licenciamento de alto padrão, a criação da Guarda Municipal Ambiental com todos os treinamentos para que as invasões não só não ocorram mais como possam ser desarticuladas antes de promoverem a devastação, e a criação de uma política indigenista dentro da secretaria, para que possam ser discutidas as questões envolvendo os índios antes que os problemas aconteçam, tendo em vista que hoje a migração indígena é um fato.