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Projeto dá início à identificação de jovens em situação de abuso e exploração sexual em Manaus

Presente em 16 estados, o ViraVida prevê atender  inicialmente 100 jovens de Manaus. Além de proporcionar capacitação profissional, oferecerá assistência psicossocial e pedagógica para jovens de famílias de baixa renda 20/09/2012 às 11:10
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Presente em 16 estados, o ViraVida prevê atender inicialmente 100 jovens de Manaus. Além de proporcionar capacitação profissional, oferecerá assistência psicossocial e pedagógica para jovens de famílias de baixa renda
acritica.com Manaus

Com o apoio de representantes da rede de enfrentamento à exploração sexual, o Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas) iniciou os trabalhos para implantação do Projeto ViraVida em Manaus. Ele vai oferecer oportunidades, por meio de capacitação profissional, a jovens e adolescentes de 16 a 21 anos em situação de abuso e exploração sexual.

Presente em 16 estados, o ViraVida prevê atender  inicialmente 100 jovens de Manaus. Além de proporcionar capacitação profissional, oferecerá assistência psicossocial e pedagógica para jovens de famílias de baixa renda.

Durante o período do curso, os jovens assistidos recebem ajuda de custo de um salário mínimo, sendo que em todos os meses será depositada a quantia de R$ 100 reais como uma poupança, que cada aluno poderá resgatar ao final do curso.

De acordo com a coordenadora técnica do Projeto em Manaus, Silvane Almeida, o SESI Amazonas forma a equipe que executará o trabalho. Ela prevê o início das atividades para novembro deste ano.

“A partir de hoje já contamos com a parceria das instituições presentes para a identificação desses meninos e meninas. Estipulamos até 31 de outubro para os encaminhamentos das fichas de inscrições”, revelou Almeida.

De acordo com a assessora da presidência do Conselho Nacional do SESI, Eliane Noronha, o ViraVida é um projeto que resgata a cidadania e a autoestima dos jovens que sofrem com a exploração sexual.

“O processo socioeducativo está baseado em cursos profissionalizantes, construídos a partir do alinhamento entre a demanda de cada mercado, o perfil e as expectativas desses adolescentes e jovens. Eles têm que se identificar com o que vão estudar durante um ano”, disse Noronha.

O projeto já matriculou 2.465 jovens em situação de vulnerabilidade social em 16 cidades do país. Desde que começou em 2008, 746 alunos estão inseridos no mercado de trabalho, e mais de 800 estão em sala de aula, e 384 em Processo Seletivo para o Mercado de Trabalho.