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Projeto da secretaria de infraestrutura do Amazonas analisa novas vias de acesso à Ponte Rio Negro

Complexo viário em estudo pela Seinfra prevê acesso a partir dos bairros da Glória e Santo Agostinho para desafogar trânsito 13/08/2012 às 07:23
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Fluxo de veículos na ponte durante finais de semana sem feriados é de 5,4 mil carros em três turnos, na média, segundo dados do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) da Ponte
Maria Derzi Manaus

Faltando apenas dois meses para o primeiro aniversário da Ponte Rio Negro, projetos complementares à via que interliga Manaus às demais cidades da Região Metropolitana - Iranduba, Manacauru e Novo Airão - começam a ser desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas (Seinfra) para facilitar a interligação de todas as zonas urbanas da capital à ponte intermunicipal.

Duas vias que darão a acesso às demais zonas da cidade, através de bairros estratégicos que interligam uma ou mais zonas de Manaus, serão construídas dentro de um ano e meio. O processo de licitação está em vias de ser concluído e as obras devem ser iniciadas antes do final do ano, segundo informações da Secretaria de Estado de Infraestrutura.

As vias serão construídas para dar vazão ao fluxo de carros que precisam, necessariamente, ter acesso pelas ruas da Zona Oeste para chegarem à ponte. Resultado: congestionamentos e transtornos ao longo das avenidas Brasil, no bairro da Compensa, Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra e vias do bairro São Jorge.

No último final de semana, o trânsito na área da Ponte Rio Negro foi considerado controlado pelos policias que atuam na barreira, localizada na cabeça da ponte. Segundo eles, aproximadamente 5,4 mil veículos passam por turno (matutino, vespertino e noturno) no local, desde as primeiras horas de sábado até a noite de domingo, mas a expectativa é sempre aumento desse número em virtude de feriados prolongados.

Novas vias
A ideia dos projetos básicos de acesso à Ponte Rio Negro, que já foram licitadas e estão sendo elaborados pelo Consórcio de empresas Mário Toledo, Cabeza e Laghi.

Eles preveem a criação de acessos que deverão sair dos bairros da Glória, na Zona Oeste, e Santo Agostinho, na Zona Centro-Oeste, até a ponte Rio Negro.

Trajeto
A Seinfra informou, por meio de assessoria que, atualmente, os projetos estão em análise e podem determinar variações de trajeto. Entretanto, no esboço para a construção da via proveniente do bairro da Glória, a ideia é iniciar a intervenção desde a rua Gerônimo Ribeiro, passando pela Padre Cabalero Martin, avenida B e Estrada do Bombeamento, seguindo até a estrada da Estanave e cruzando três bairros: Glória, São Raimundo e Compensa.

Alternativas para fluxo
Para o administrador de empresas Cléber Lima Soarione, que mora no bairro de Adrianopolis, Zona Centro-Sul de Manaus, proporcionar mais vias de saída da cidade com acesso pela Ponte vai facilitar bastante o lazer de quem mora na capital amazonense.

“Nós praticamente temos que percorrer meia cidade para poder chegar à Ponte. Passamos por vias congestionadas e que, no final, só caem numa via principal, que é a avenida Brasil, na Compensa. No trecho entre a Kako Caminha e a avenida Brasil, durante o final de semana, é constante eu pagar engarrafamentos. Por isso, para mim, se abrirem mais acessos para facilitar que os carros cheguem à Ponte por lados variados, vai ser muito bom”, analisou o administrador.

Sem definição
De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), o trecho que interligará a Ponte Rio Negro através do bairro Santo Agostinho, localizado na Zona Centro-Oeste, ainda está em fase de estudo, aguardando a definição das vias que sofrerão intervenção.

Alargamento
Para o médico Aldemar Mesquita, o alargamento feito na avenida Brasil, que dá acesso à Ponte Rio Negro, foi insuficiente.

“Quando a ponte foi inaugurada, precisava ver o congestionamento. Nos finais de semana prolongados, a gente ainda sente muito a demora, não na via da Ponte, mas nas que dão acesso a ela porque, apesar do corredor da avenida Brasil ter sido alargado, ela é só uma para receber a grande quantidade de veículos que transitam rumo à Ponte. Se contruírem mais acessos por outras vias, vai facilitar muito mesmo”, disse.