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Projeto deve permitir a distribuição de 1,8 mi de sementes para arborização de Manaus

Com a produção de mudas, plantio na cidade poderá ser controlado e melhorado a partir das matrizes genéticas 06/03/2012 às 08:41
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Segundo Marcelo Dutra, a estimativa é de que, em um ano, elas já possam ser utilizadas na arborização urbana
jornal a crítica Manaus

O Projeto Banco de Sementes, financiado pelo Fundo Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), dos primeiros lotes de sementes selecionadas, coletadas pelo Centro de Sementes Nativas, do Departamento de Ciências Agrárias, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), fez a entrega, na manhã desta segunda-feira (6). Elas serão utilizadas para produção de mudas nativas frutíferas e florestais destinadas à arborização urbana de Manaus.

O projeto, de acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, permitirá que 1,8 milhão de sementes sejam repassadas ao município, num período de nove meses, a partir de março, representando um incremento inédito da qualidade da produção de mudas nativas do município.

As sementes são de espécies variadas e terão as matrizes cadastradas para que se possa saber a origem das mesmas.

De acordo com Dutra, trata-se de um trabalho inovador que permitirá ao município, pela primeira vez, manusear espécies com potencial genético de ponta e de origem conhecida.

“Esse trabalho representa um grande avanço na qualidade da arborização pois permitirá ao município trabalhar com espécies mais resistentes e com variabilidade genética, além de permitir também um aumento na quantidade de mudas produzidas”, explicou.

O incremento permitirá, inclusive, o plantio em grandes áreas degradadas por invasão e margens de igarapés. Os primeiros lotes são de seringa, bacaba, urucum, ipê amarelo, visgueiro, faveira, açaí e castanha-do-brasil, repassados ao Setor de Produção de Mudas do Departamento de Arborização, Paisagismo e Educação Ambiental da Semmas.

O contrato firmado com a universidade prevê a entrega mensal de 200 mil sementes durante o período de nove meses. O secretário Marcelo Dutra explica que essas sementes são atestadas pelo Ministério da Agricultura e serão repassadas ao município conforme a frutificação das espécies.

“Recebemos apenas as sementes de espécies que frutificaram este mês. Além disso, o contrato prevê também que a universidade encaminhe um relatório com informações técnicas sobre as sementes. Com isso, garantimos que as próximas mudas plantadas na cidade serão a partir de um estudo técnico para termos as melhores espécies, espécies originais, amazônicas”, disse.