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Manaus
INOVAÇÃO

Projeto internacional 'Aula Digital' quer mudar realidade da educação em Manaus

Buscando promover inovação nas escolas usando tecnologia e novas metodologias, programa já atende 5,6 milhões de crianças em 23 países 22/03/2018 às 06:44 - Atualizado em 22/03/2018 às 11:19
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(Foto: Ismael Martínez Sánchez)
Mônica Prestes - Especial para A CRÍTICA* Nairobi, Quênia

As novas tecnologias são capazes de ampliar as oportunidades, sobretudo quando aliadas à educação. Mas a falta de acesso a elas pode transformar a oportunidade em exclusão e segregação, aumentando ainda mais as desigualdades entre as classes sociais e as diferenças entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento.  O alerta feito pela Unicef no relatório Crianças no Mundo Digital (Children in the Digital World), publicado em dezembro, aponta a falta de acesso às novas tecnologias digitais como uma brecha que amplia desigualdades, e o investimento maciço na implantação de novas ferramentas como uma das formas de melhorar a qualidade da educação.

Os investimentos, aponta a Unicef, devem ser incluídos em políticas públicas pelos governantes, mas enquanto esse cenário não é uma realidade, diversas iniciativas ao redor do mundo vêm mostrando, mesmo que pontualmente, como a educação digital pode transformar realidades além da sala de aula. Uma dessas iniciativas chega hoje a uma nova fase de implantação em 140 escolas urbanas e ribeirinhas da rede municipal de ensino da capital amazonense, com a promessa de integrar o conteúdo tradicional às novas tecnologias e levar uma nova realidade a mais de 130 mil alunos.

O projeto Aula Digital é uma iniciativa global do Profuturo, uma proposta educacional da Fundação Telefônica e Fundação Bancária La Caixa – ambas da Espanha – que pretende promover a inovação nas escolas por meio da tecnologia e de novas metodologias de ensino e aprendizagem, com conteúdos pedagógicos digitais, criando, assim, melhores oportunidades para mais de 5,6 milhões de crianças carentes em 23 países da América Latina, África e Ásia.

No Brasil, o projeto Aula Digital, que foi trazido pela Fundação Telefônica Vivo, teve início em Manaus, no ano passado, com a capacitação dos professores que, a partir de hoje, começam a receber os kits tecnológicos para as aulas digitais. As maletas possuem notebooks para os professores, tablets para os alunos, roteador e um projetor com tela. Além de Manaus, 30 municípios do Sergipe também contam com o programa, que deve alcançar mais de 130 mil alunos na capital amazonense em 2018. “Com mais consciência sobre o seu protagonismo na mudança e com a chegada dos kits tecnológicos, os educadores poderão personalizar ainda mais o aprendizado e incrementar as oportunidades de inovação educacional”, disse o diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, Americo Mattar, que deve anunciar a expansão do programa para mais 70 escolas, beneficiando outros 57 mil estudantes.

Pelo Mundo

A meta do Profuturo é, até o fim deste ano, atingir 7,7 milhões de estudantes em todo o mundo com a Aula Digital e, até 2020, beneficiar 10 milhões de crianças e adolescentes em 32 países, com a inclusão de nove novos países africanos e parcerias no Caribe. Os países africanos e latino-americanos, inclusive, são maioria entre os que contam com o programa. Na Ásia apenas as Filipinas fazem parte da iniciativa, revelou Meryl, diretora do Profuturo no Quênia. “Para essas crianças em vulnerabilidade social esse projeto é muito importante, pois para muitas a educação é a única saída para a situação precária em que se encontram. E quando vem aliada de tecnologia se torna mais atrativa e efetiva. Nós acreditamos que a tecnologia é o caminho”, declarou.

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