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Projeto intitulado ‘Quadrilátero da Copa’ ainda não foi concluído

Com 78% das obras de revitalização prontas, calçadas da avenida Djalma Batista - um dos principais pontos do projeto - já apresentam rachaduras 21/04/2015 às 11:23
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Em um dos pontos de ônibus da via, três crateras colocam pedestres em risco. Segundo eles, o problema já dura quase três meses.
Luana Carvalho Manaus (AM)

Quase um ano depois da realização dos jogos da Copa do Mundo em Manaus, o projeto de revitalização da avenida Djalma Batista, incluído no pacote do ‘quadrilátero da Copa’, ainda não foi concluído. Com 78% das obras prontas, as calçadas já apresentam rachaduras e buracos. Em um dos pontos de ônibus da via, três crateras colocam pedestres em risco. Segundo eles, o problema já dura quase três meses.

“A própria equipe da prefeitura veio aqui, quebrou a calçada e depois não voltou mais. Já estão demorando tanto para concluir essa obra e ainda quebram a parte que já estava pronta. Isso é só pra gastar mais dinheiro. Por que não resolveram tudo que tinha que ser feito antes?”, questiona a comerciante Suanã Vieira, 47.

Assim como ela, a aposentada Marlene Bezerra, 66, está incomodada com a situação. “Na hora de subir no ônibus tem que passar por cima dos ‘paletes’, a ponto de quebrar e alguém cair no buraco. Em dias de semana, quando tem mais movimento na universidade aqui de perto, é um transtorno pra pegar os ônibus”, relata.


No projeto consta a remoção de antigas calçadas para a construção de novas

Em outro ponto da via, próximo a entrada do Conjunto Eldorado, uma cratera também oferece risco aos pedestres. O administrador Saulo Nogueira Santos, 27, diz que já escapou de cair no buraco. “A iluminação à noite não ajuda muito e uma vez quase caí. É um perigo muito grande e o mais intrigante é que as calçadas são novas. Só pode ser brincadeira”.

Projeto

No projeto da obra de revitalização das calçadas da avenida Djalma Batista consta a remoção de antigas calçadas para a construção dos novos modelos com três metros de largura. A  implantação de balizadores e sarjetas, além do rebaixamento de guias, tanto para a acessibilidade de pedestres, como para os estacionamentos regularizados e plantação de mudas de árvores. No entanto, moradores da área reclamam que o projeto não está sendo executado.

“Nunca vi execução de asfaltamento concomitante com uma operação de tapa buraco. E o que se constata hoje é uma calçada inacabada com larguras diversas, em várias partes quebradas e com cimento de péssima qualidade, árvores jogadas ao abandono, quando existem, e uns tantos buracos para recebê-las totalmente tomados pelos matos e ervas daninhas”, disse o economista Carlos Araújo, 72. 


Techos ainda não ficaram prontos. Prefeitura diz que 78% das obras foram concluídas

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que no ponto de ônibus está executando um trabalho de drenagem no local que deve ser concluído em até 20 dias. “Os trechos que ainda não receberam o trabalho são aqueles que estão sub judice. Alguns por problemas na documentação do proprietário o que impede a desapropriação. Para dar prosseguimento aos serviços a Prefeitura aguarda decisão Judicial.

Em números

15.000.000 foi o orçamento total da obra do projeto de requalificação da avenida Djalma Batista, que tem aproximadamente 3,5 quilômetros de extensão. A proposta inclui a construção de passeios públicos, novas iluminações e paisagismo