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Projeto que pede o fim do 'auxílio Paletó' ficará de 'molho' na Câmara de Manaus

A conversa entre os parlamentares teria sido tensa, e muitos saíram da sala de reuniões da CMM, visivelmente irritados 23/04/2012 às 12:57
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Para analisar a proposta feita pelo vereador Mário Frota (PSDB), Isaac Tayah, pretende criar uma Comissão Especial, composta de sete vereadores
JOELMA MUNIZ Manaus

Em reunião na manhã desta segunda-feira (23), os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), decidiram que os debates sobre o fim do pagamento do ‘auxílio paletó’ no Legislativo Municipal ficará mesmo para depois do pleito eleitoral de outubro.

De acordo com funcionários da CMM, e que preferiram não se identificar, a medida foi uma tática do presidente da Casa, vereador Isaac Tayah (PSD), para desviar os focos de crítica a sua postura de apoio a manutenção da regalia.

A conversa entre os parlamentares teria sido tensa, e muitos saíram da sala de reuniões da CMM, visivelmente irritados.

Uma das justificativas do presidente da Casa, para a pausa nas discussões, é que se faz necessário aguardar o posicionamento do Senado Federal sobre a questão. Para analisar a proposta feita pelo vereador Mário Frota (PSDB), Isaac Tayah, pretende criar uma Comissão Especial, composta de sete vereadores.

Nos últimos dias o tema tem dado o que falar na CMM, gerando até bate-boca entre os pares. A exemplo do desentendimento entre Tayah e Frota no último dia 18 deste mês. Mário Frota chegou acusar seu colega de Plenário de ditador, por não querer colocar seu projeto na pauta de discussões da Casa.

Em nota enviada ao Jornal A Crítica, Isaac Tayah colocou sob suspeita a intenção de Frota na apresentação do projeto. Ele disse ainda, que o auxílio é uma compensação.

“É errado afirmar que o que está sendo proposto é a extinção do 14º salário dos vereadores uma vez que estes não recebem sequer o 13º salário”, explica o presidente.

Quanto vale

O 14º salário garante R$ 9,2 mil por ano para cada um dos 38 vereadores para a compra de paletó. Em quatro anos (tempo de um mandato) os parlamentares embolsarão, juntos, R$ 1,3 milhão. O pagamento é feito em duas parcelas, uma no começo e outra no fim do ano.

Quem apóia

A proposta recebeu a adesão de 14 vereadores da CMM. De acordo com o propositor da matéria, vereador Mário Frota, aprovaram a iniciativa Homero de Miranda Leão (PHS), Wilker Barreto (PHS), Luiz Mitoso (PSD), Marise Mendes (PDT), Luiz Alberto Carijó (PDT), Reizo Castelo Branco (PTB), Socorro Sampaio (PP), Waldemir José (PT), Wilton Lira (PDT), Ademar Bandeira (PT), Cida Gurgel (PRP), Elias Emanuel (PSB), Hissa Abrahão (PPS) e Joaquim Lucena (PSB).