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Proprietários e funcionários de casas de show interditadas protestam na frente da PMM

Segundo Marcelo Oliveira, um dos integrantes da comissão de proprietários, o objetivo é traçar um diálogo com o prefeito, para que se chegue a um acordo em relação às interdições provocadas pelas fiscalizações. O prefeito Artur Neto (PSDB) irá atender aos manifestantes 02/02/2013 às 11:29
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A previsão é que 300 pessoas, entre funcionários e proprietários de casas de show, participem do protesto desta sexta (01)
Laynna Feitoza Manaus, AM

Cerca de 300 pessoas, pertencentes à comissão de proprietários e funcionários das casas de show interditadas em Manaus, se posicionaram em frente à sede da Prefeitura, localizada na Avenida Brasil, bairro Compensa I, Zona Oeste de Manaus, para nova manifestação. Após a concentração na frente do órgão, o grupo seguiu pela Avenida Brasil, onde fechou a avenida por 15 minutos.

Os manifestantes pretendem falar com o prefeito da cidade, Artur Virgílio Neto (PSDB), acerca das condições que envolvem a interdição dos estabelecimentos, dentre elas, a proposta de um prazo para a regularização das casas de show.

A movimentação teve início às 8h30 desta sexta (01). Com a chegada das equipes, carros de som em alto volume também incrementaram o movimento. Uma manifestação pelos mesmos motivos ocorreu na última quinta (31), também na sede da prefeitura, e coordenada por donos de casas de show.

Segundo Marcelo Oliveira, um dos integrantes da comissão de proprietários manifestantes, o objetivo é traçar um diálogo com o prefeito, para que se chegue a um acordo em relação às interdições provocadas pelas fiscalizações, que fecharam 66 casas noturnas na capital amazonense.

“Tanto para conseguirmos a questão dos documentos, quanto para atendermos a todas as reivindicações: ampliar porta de emergência, rever equipamentos. Não podemos deixar de trabalhar”, afirmou.

O público esperado para a manifestação deve chegar ao local distribuído em quatro ônibus, levando funcionários, seguranças, garçonetes e membros de bandas dos quase 70 estabelecimentos interditados pela fiscalização.

“Ontem, na reunião com a assessoria dele (Artur Neto), eles pegaram nosso número e ficaram de ligar para agendar o encontro. Como não foi confirmado, resolvemos vir aqui aguardar por ele”, disse Oliveira.

Manifestantes querem prazo para se adequar às normas exigidas

“Se não formos atendidos hoje, viremos aqui segunda, ou terça. Só vamos sair quando formos atendidos”, completou Marcelo. Ainda conforme Oliveira, poderão ser gerados, com as interdições, mais de 20 mil desempregos. Marcelo também colocou que não foi dado nenhum prazo para que os estabelecimentos se adequassem às normas exigidas.

“O que nós estamos pedindo é um prazo para a gente se adequar, como está acontecendo em outros estados. Queremos trabalhar de acordo com a legalidade. Estão fechando tudo sem dar ao menos a oportunidade de nós nos adequarmos. Faremos o que for possível para regularizar as casas. Ninguém quer trabalhar na ilegalidade”, enfatizou Marcelo.

Prefeito confirma reunião com proprietários

Em nota, o prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, confirmou que vai receber nesta sexta-feira, às 16h, a comissão dos proprietários de casas noturnas, bares e similares, que tiveram suas casas interditadas durante fiscalização da Prefeitura de Manaus e Corpo de Bombeiros, coordenada pelo Gabinete Militar, que vem ocorrendo desde a última segunda-feira, 28. O encontro será na sede da Prefeitura de Manaus.

O prefeito antecipou, no entanto, que não aceita a acusação dos empresários de que estaria promovendo o desemprego no setor, por ordenar a fiscalização rigorosa.

“Os empresários deveriam fazer o mea culpa, uma vez que se as casas estão sendo interditadas é porque eles não estão trabalhando regularmente, cumprindo os critérios e normas legais”, afirmou.