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Protesto de 300 pessoas pede a reabertura do Mercado Adolpho Lisboa em Manaus

Os manifestantes, vestidos de camisetas com a frase “Mercado Adolpho Lisboa, Uma História Interrompida.”, fizeram um “cordão” no entorno do prédio e pediram agilidade no processo de restauração do patrimônio histórico da cidade 13/09/2012 às 11:58
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Permissionários exibem a camiseta usada no protesto que traz a frase: 'Mercado Adolpho Lisboa, Uma História Interrompida.'
Thiago Gonçalves e Naférson Cruz Manaus (AM)

Aproximadamente 300 pessoas, a maior parte delas permissionários, realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (13) pela reabertura do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, conhecido popularmente como Mercadão, fechado há praticamente oito anos para reforma.

Os manifestantes, vestidos de camisetas com a frase “Mercado Adolpho Lisboa, Uma História Interrompida.”, fizeram um “cordão” no entorno do prédio e pediram agilidade no processo de restauração do patrimônio histórico da cidade.

O “abração” abrangeu as ruas Lourenço Braga, ruas dos Barés e Travessa Tabelião Lessa, ao lado do mercado, no Centro de Manaus.


Um dos símbolos do apogeu da borracha, o Mercadão está fechado há mais de sete anos. (Foto: Luiz Vasconcelos)

Com a demora das obras, os permissionários amargam prejuízos e até pensam em deixar o lugar que faz parte da história da cidade e dos trabalhadores.

De acordo com permissionário Antonio Mattos, 81, que segundo ele atua há 50 anos no local com a comercialização de produtos naturais, as vendas caíram cerca de 50% por conta da pouca procura de frequentadores, devido o desconforto na feira improvisada. “Um cartão postal da cidade que é o mercadão e que tem grande importância para nós não merece esse descaso”, disse ele.

Recursos

A obra de restauração do Mercado Adolpho Lisboa já garimpou mais de R$ 15 milhões aos cofres públicos. A previsão da Prefeitura de Manaus, cuja administração deixa o poder em 31 de dezembro deste ano, é que o restauro seja finalizado ainda em 2012.