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PSD buscará coligação governista para eleições municipais do AM

Ricardo Nicolau descarta as especulações de que a possibilidade de o PSD ser obrigado a disputar as eleições municipais deste ano com recursos e tempo partidário reduzidos teria provocado reação de saída da legenda por parte de políticos do Amazonas 05/03/2012 às 13:38
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Ricardo Nicolau descarta as especulações de que a possibilidade de o PSD ser obrigado a disputar as eleições municipais deste ano com recursos e tempo partidário reduzidos teria provocado reação de saída da legenda por parte de políticos do Amazonas
Acrítica.com Manaus

O Partido Social Democrático (PSD) deverá articular com partidos da base aliada do presidente estadual da sigla, governador Omar Aziz, para a formação de coligações no processo eleitoral de outubro. O plano foi divulgado pelo deputado estadual Ricardo Nicolau, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o qual descarta a saída de filiados do partido.


“Vai-se buscar um arco de alianças com partidos que fazem parte da base de sustentação do governador Omar Aziz para dar suporte necessário a candidaturas que vierem”, declara Ricardo Nicolau, afirmando que o PSD dará início à movimentação política a partir das orientações oficiais do governador do Estado.

Nicolau também acredita que o PSD tem força suficiente para eleger quantidade significativa de candidatos. “E o que for definido (pelo governador Omar Aziz), eu, particularmente, serei um soldado do partido para levantar a bandeira, eleger o maior número de prefeitos e fazer o partido crescer no Amazonas. Entrei no PSD para vê-lo crescer”, dispara.


Na última semana, os parlamentares integrantes do partido na ALEAM tiveram encontro com o secretário-geral da sigla no Amazonas, Paulo Radin. Ricardo Nicolau, Fausto Souza, David Almeida e Chico Preto (por motivos pessoais, Josué Neto esteve ausente) colocaram em pauta “diversos assuntos de interesse” da agremiação.

Nicolau nega saída de filiados

Ricardo Nicolau descarta as especulações de que a possibilidade de o PSD ser obrigado a disputar as eleições municipais deste ano com recursos e tempo partidário reduzidos teria provocado reação de saída da legenda por parte de políticos do Amazonas.


“Todos nós sabíamos que haveria a possibilidade de não termos tempo de propaganda, mas estamos buscando alterar isso, uma vez que a propaganda política na televisão é extremamente importante para os candidatos. É o momento em que conseguimos passar um pouco das propostas para a população que está em casa, muitas vezes em locais distantes”, defende.


A pouco mais de seis meses de o horário eleitoral gratuito entrar na programação dos canais de televisão e rádio, o PSD aguarda decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a reivindicação por uma parcela maior do Fundo Partidário e tempo de propaganda em tamanho proporcional a sua bancada federal de 47 parlamentares – a terceira maior da Câmara, atrás somente do PT e PMDB.

Mas, por ser uma legenda recém-criada (recebeu registro definitivo em setembro do ano passado) e não ter disputado o pleito de 2010, o PSD enfrenta a resistência de oito siglas. PMDB, PSDB, DEM, PP, PR, PTB, PPS e PMN anunciaram o envio ao TSE de memoriais contrários à redistribuição do Fundo Partidário e do espaço para propagandas.


“Nós entendemos que o PSD, pela força que tem, também teria direito (a maior tempo e parcela de Fundo Partidário e mais tempo). É um entendimento, a nível nacional, do corpo jurídico do PSD”, afirma Nicolau, acrescentando que “como é um partido novo”, os dirigentes esperam manifestação da Justiça Eleitoral.

O relator da pauta é o ministro Marcelo Ribeiro. PSD pode ter o terceiro maior tempo na TV Estimativa publicada no jornal Folha de São Paulo dá conta de que a duração da propaganda política obrigatória do PSD poderá ser de 2 minutos e 1 segundo – mesmo tempo partidário do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e terceiro maior entre os partidos do país.

“Li na Folha de São Paulo, há alguns dias, que há um cálculo que, se for acatado, nós (PSD) teríamos o mesmo tempo do PSDB: dois minutos e um segundo. Teríamos o terceiro maior tempo. Mas é uma questão jurídica a se revolver”, pondera o parlamentar.