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PT acirra ‘cabo de guerra’

Alas contrárias divergem sobre apoio à reeleição do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT) na disputa deste ano 17/01/2012 às 09:11
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Valdemir Santana é da ala que não quer candidatura própria do PT em 2012
Moara Cabral Manaus

Conversa vai, conversa vem e o PT continua em cima do muro. O prazo interno da sigla para  apresentar propostas de apoiar candidatura fora da legenda nas Eleições 2012 se encerrou, no último domingo às 21 horas. O grupo ligado ao presidente municipal do PT, Valdemir Santana, entregou documento manifestando que quer apoiar candidatura fora do partido, sem, no entanto, apresentar nomes. E a ala petista contrária a Santana já se movimenta para invalidar a proposta.

Desde outubro de 2011, quando Valdemir Santana assumiu publicamente intensão de que a sigla apoie a reeleição de Amazonino Mendes (PDT) à Prefeitura de Manaus, outras alas reagem a esta possibilidade. O grupo do deputado estadual José Ricardo e do vereador Waldemir José, que defende candidatura própria da sigla, promete questionar a legalidade do documento já que não havia nenhum nome. “Isso já virou uma piada, mas vamos recorrer”, disse Waldemir José.

O vereador disse que o Art. 142 do Estatuto do PT é claro: os filiados tem que apresentar o nome do candidato de fora da sigla que querem apoiar. “Mas no documento de Santana não tinha nenhum nome. Vamos contestar jurídica e politicamente, em prol da candidatura própria da sigla”, afirmou vereador.

Tanto o presidente municipal do PT, quanto o vereador Waldemir José, argumentam que quem decidirá se haverá apoio a fora da legenda de fora e a definição de nomes serão os 500 delegados, que serão escolhidos até o dia 11 de fevereiro de 2012. “Vamos recorrer tanto com o recurso, quanto com um debate com os filiados dentro do partido”, disse Waldemir José.

Santana declarou que nada está definido até agora. “Ainda não temos nomes, os filiados irão decidir. E, na próxima semana, estaremos conversando com as alianças do governo, mas ainda não temos nada decidido”, disse Santana.

O vereador Waldemir José rebate dizendo  que o grupo de Santana está com receio de assumir seu candidato. “Eles estão com receio de assumir que o candidato deles é o Amazonino”, disse.

A reportagem de ACRITICA tentou contato com o presidente do Diretório Estadual do PT, João Pedro, mas as chamadas não foram atendidas.

Grupo de Santana   próximo ao PDT

O Diretório Municipal do PT deixou claro a intenção de apoiar o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT), nas Eleições 2012, quando colocou o PDT entre as siglas que estão no rol de possíveis alianças para a disputa deste ano. A reunião ocorreu no dia 2 de outubro de 2011, a praticamente um ano antes do pleito municipal.

O secretário estadual de formação política do partido, Valtair Cruz Obando, que também é secretário de Habitação e Assuntos Fundiários de Amazonino Mendes, defendeu que a aproximação do PT com o PDT é uma determinação da direção nacional do Partido dos Trabalhadores.

“A direção municipal decidiu acompanhar a decisão do Congresso Nacional do partido, que foi a de abrir para o processo de discussão para tratar das eleições do próximo ano com o PDT, PCdoB, PSB e PMDB, que são partidos que fazem parte da base do governo da presidente Dilma (Rousseff-PT)”, explicou na época.

retaliação

Logo em seguida, vieram as retaliações de grupos que tradicionalmente se posicional contrários a Amazonino Mendes. Entre os que reagiram ao discurso do Diretório Municipal estavam o deputado federal Francisco Praciano, o deputado estadual José Ricardo e o vereador Valdemir José. Os três chegaram a entrar com recurso contra a decisão do Diretório Municipal da sigla de abrir negociação para apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Amazonino Mendes (PDT).